29 de janeiro de 2014

DDT, pesticida usado na agricultura, pode aumentar risco de Alzheimer, revela pesquisa

"O DDT, um pesticida que outrora foi utilizado na agricultura, está associado a um aumento de probabilidade de sofrer de Alzheimer. Segundo um estudo, das Universidades de Rutgers e de Emory (EUA), publicado na JAMA Neurologia, a partícula gerada pelo pesticida foi encontrada em doentes de Alzheimer, em níveis quatro vezes superiores aos que se verificam em pessoas saudáveis."

 
Um pesticida que noutros tempos foi utilizado na agricultura pode estar na origem da doença de Alzheimer, em algumas pessoas que estiveram em contacto com aquela substância.

De acordo com um estudo realizado pelas universidades norte-americanas de Rutgers e de Emory, a partícula gerada pelo pesticida foi encontrada em doentes de Alzheimer, em níveis quatro vezes superiores.

O estudo, publicado na JAMA Neurologia e difundido pela BBC, consistiu em medir os níveis de uma partícula que o DDT origina, depois de entrar no corpo humano: a DDE.

Para efetuar esta pesquisa, os investigadores analisaram o sangue de 86 pessoas com Alzheimer. Posteriormente, compararam os resultados com análises sanguíneas de pessoas sem aquela doença. Segundo os investigadores, os doentes de Alzheimer tinham 3,8 vezes mais DDT.

Recorde-se que este pesticida chegou a ser usado para combater a malária, aquando da II Guerra Mundial, sendo posteriormente utilizado por agricultores. No entanto, o pesticida foi retirado de utilização, em virtude dos efeitos secundários negativos na saúde humana e também devido aos problemas ambientais que provocavam. Muitos países proibiram a substância, que, sabe-se agora, tem associação com Alzheimer.

 Fonte: António Henriques ( PT Jornal - Portugal )

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As mulheres são mais propensas às doenças profissionais, os homens aos acidentes

"As estatísticas demonstram que as mulheres são mais propensas às doenças profissionais, enquanto os homens registram mais acidentes de trabalho. Os dados científicos e os esterótipos estão em debate na Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto."

Facto: as mulheres são mais propensas a contrair uma doença profissional; facto: os homens têm maiores possibilidades de sofrer um acidente de trabalho; estereótipo: “as mulheres têm trabalhos menos arriscados”, cita a investigadora Laurent Vogel. Os dados confirmados pelas estatísticas e as ideias que circulam sem fundamentação estão em debate, desde ontem, no seminário “Eles e Elas no emprego e no trabalho: questões de justiça e de saúde”, a decorrer na Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto.

Laurent Vogel, responsável pela investigação sobre temas de saúde laboral do Instituto Sindical Europeu , participou no seminário para desmistificar os preconceitos e esteriótipos sobre as doenças profissionais e os riscos no trabalho: “o problema maior é que existe um estereótipo que diz que as mulheres têm trabalhos menos arriscados. Não é verdade. Não são os mesmos riscos, mas também há riscos importantes no trabalho das mulheres. Isso vê-se também com as doenças”.

As estatísticas comprovam essas afirmações, como refere Marianne Lacomblez, professora na Faculdade de Psicologia e coordenadora do seminário: “os homens são mais vítimas de acidentes de trabalho, mas as mulheres têm, pelo tipo de exposição a certos riscos, mais doenças profissionais. Os dados estatísticos nacionais e europeus mostram claramente esta diferença”.

Essa “exposição a certos riscos” reflete-se num maior número de “lesões musculoesqueléticas”, provocadas por “trabalhos repetitivos”, mas que são ainda “dificilmente reconhecidas pelas empresas”, complementou Marianne Lacomblez. Um dos objetivos do seminário é corrigir esta abordagem “pouco trabalhada e valorizada” da desigualdade de gênero.


Para as mulheres, fica “particularmente difícil dar a ver os riscos que correm e avançar com os processos de declaração de doença profissional”, uma vez que “os casos de reconhecimento de doença profissional são inferiores à realidade”, reforçou a docente na Universidade do Porto.

“Estamos a falar de dores ou patologias das articulações devido a movimentos repetitivos. Há muitos transtornos musculoesqueléticos nas trabalhadoras”, frisou Laurent Vogel, alertando que, “muitas vezes as instituições negam” as patologias femininas: “reconhecem mais facilmente a doença de um homem que trabalhou na construção civil do que de uma enfermeira ou trabalhadora da limpeza”.

“A tendência geral na Europa é que a divisão de trabalho entre homens e mulheres nunca é neutra. Essa divisão significa, em geral, uma invisibilidade dos problemas de saúde das mulheres. E isso significa menos prevenção para as mulheres”, vincou.

“Temos sobretudo homens no setor da construção civil e mulheres na indústria ou setores que recorrem a um trabalho repetitivo, com ritmos intensivos que provocam lesões musculoesqueléticas. Podemos ver nas estatísticas claramente um número muito superior de mulheres que sofrem deste tipo de doenças profissionais”, argumentou Marianne Lacomblez.

Fonte: João Miguel Ribeiro ( PT Jornal - Portugal )

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28 de janeiro de 2014

Vazamento de amônia em frigorífico de Porto Ferreira deixa vários feridos


Pelo menos 15 pessoas, entre elas três grávidas, precisaram ser socorridas. Bombeiros, Samu, Polícia Rodoviária e Cetesb foram chamados ao local.
Um vazamento de amônia em um frigorífico de Porto Ferreira (SP) deixou pelo menos 15 pessoas feridas, entre elas três grávidas, na manhã do último dia 20.01 (segunda-feira). O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados para socorrer as vítimas.

O vazamento aconteceu por volta das 8h na sala de máquinas do frigorífico, que fica no Jardim Anésia, às margens da SP-215. Ainda não se sabe o que teria causado o acidente com o gás que é utilizado para refrigeração. No local havia cerca de 200 funcionários trabalhando na hora. A área foi evacuada.

As vítimas foram levadas para o pronto-socorro Dona Balbina, no Centro da cidade. Segundo informações de enfermeiras, nenhuma delas está em estado grave, entretanto, uma funcionária chegou a desmaiar enquanto era examinada pelos médicos.

Segundo testemunhas, é possível sentir o cheiro da amônia do lado de fora do local. O Corpo de Bombeiros tenta conter o vazamento.

A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e a Polícia Rodoviária também apoiam a ação. Nenhum representante da empresa foi encontrado até o momento para comentar o assunto.

(Fonte: G1 – 20/01/2014)
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22 de janeiro de 2014

Vacinação contra HPV começa em 10 de março


Brasília – A vacinação de meninas de 11 a 13 anos contra o papiloma vírus humano (HPV) na rede pública de saúde vai começar no dia 10 de março. O anúncio foi feito hoje (22) pelo Ministério da Saúde. O vírus é uma das principais causas do câncer de colo de útero, o terceiro tipo mais frequente de câncer entre mulheres, atrás apenas do câncer de mama e do câncer de cólon e reto.

A meta do governo é imunizar 80% de um total de 5,2 milhões de meninas. A vacina estará disponível em 36 mil postos de saúde da rede pública durante todo o ano, como parte da rotina de imunização. Para se vacinar, basta apresentar o cartão de vacinação ou um documento com foto. A imunização é feita em três doses: a segunda vem seis meses depois da primeira e a terceira, cinco anos após a primeira.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunização, Carla Domingues, ressaltou que a vacina tem caráter preventivo e não substitui a realização do exame conhecido como papanicolau, nem o uso de preservativo em relações sexuais.

Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lembrou que a orientação da pasta é que as secretarias estaduais e municipais de saúde promovam a vacinação em parceria com as secretarias de educação, com estratégias de imunização dentro de escolas públicas e particulares.

“Todos os estudos mostram que nessa faixa etária, de 9 a 13 anos, é quando, ao se aplicar a vacina, a produção de anticorpos tem maior intensidade. Chegamos ao nível máximo de proteção que essa vacina pode gerar contra o HPV”, explicou.

Segundo o ministério, a capacitação a distância de profissionais de saúde e de professores deve começar em fevereiro. As escolas também devem reforçar a importância da imunização, distribuindo um guia prático sobre a o vírus para adolescentes, pais e professores.

Para o primeiro ano da imunização, o governo adquiriu 15 milhões de doses. A vacina utilizada será a quadrivalente, recomendada pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que oferece proteção contra quatro subtipos do HPV (6, 11, 16 e 18). Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo de útero em todo o mundo. De acordo com a pasta, em 2015, a vacina será oferecida para adolescentes de 9 a 11 anos.

Para a produção da vacina, o ministério firmou parceria com o Instituto Butantan e com um laboratório privado. Será investido R$ 1,1 bilhão na compra de 41 milhões de doses durante cinco anos – período necessário para a transferência de tecnologia. A parceria, segundo o governo, possibilitou uma economia estimada em R$ 83,5 milhões.

O HPV é um vírus transmitido pelo contato direto com a pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. O vírus também pode ser transmitido de mãe para filho no momento do parto. A estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença, sendo 32% infectadas pelos subtipos 16 e 18.

Em relação ao câncer de colo de útero, a estimativa é que 270 mil mulheres morrem todos os anos devido à doença. No Brasil, o Instituto do Câncer (Inca) estima que devem surgir 15 mil novos casos da doença e 4.800 óbitos por esse tipo de câncer.

Atualizado: 22/01/2014 12:45 | Por Agência Brasil, Agência Brasil



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20 de janeiro de 2014

Alterações em algumas NR fique de olho


Enquanto  uma grande maioria de nós estava em período de  recesso e ferias o ministro do trabalho estava a todo vapor decretando as alterações em algumas NR's.
Caso você não tenha recebido a informação segue abaixo algumas Portarias e NR's e o link para acessa-las na integra.

O Ministério do Trabalho e Emprego publicou no dia 11 de dezembro de 2013, no Diário Oficial da União (DOU), alterações em algumas Normas Regulamentadoras de Saúde e Segurança no Trabalho. Confira aqui cada uma das alterações e acesse as portarias na íntegra:

Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional  
Foi publicada em 11 de dezembro no Diário Oficial da União (DOU) - seção 1, página 149 - a Portaria nº  1.892, de 9 de dezembro de 2013, que acrescenta o subitem 4.1 e altera o item 9 no Anexo II do Quadro II da Norma Regulamentadora nº 07.

NR 12 - Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos
Publicada em 11 de dezembro no Diário Oficial da União (DOU) - seção 1, página 149 - a Portaria nº  1.893, de 9 de dezembro de 2013, que altera os itens 12.41, 12.76, 12.76.1, Anexo III, Anexo XI, da Norma Regulamentadora nº 12.

NR 22 - Segurança e saúde ocupacional na mineração
Em 11 de dezembro no Diário Oficial da União (DOU)  saiu na seção 1, página 151,  a Portaria nº  1.894, de 9 de dezembro de 2013, que altera os itens  22.7.6.1, 22.7.8, 22.10.2, 22.12.4.1, 22.36.13 e Anexo III da Norma Regulamentadora nº 22.

NR 29 - Segurança e saúde no trabalho portuário
Foi publicada em 11 de dezembro no Diário Oficial da União (DOU) - seção 1, página 151 - a Portaria nº  1.895, de 9 de dezembro de 2013, alterando os itens 29.1.4.1, 29.2.2.3, 29.2.2.15, 29.2.2.18, 29.2.2.23, 29.2.2.29, 29.3.5.18.1, 29.3.5.18.2, 29.3.5.25, 29.3.8.4, 29.5.2., 29.6.3.1.1, 29.6.4.6, 29.6.4.8, Anexo V, Anexo VI, Anexo VIII, Anexo IX da Norma Regulamentadora nº 29. Também, os seguintes itens foram revogados: 29.2.2.13, 29.2.2.14 e 29.6.5.11.1.

NR 31 - Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura
Em 11 de dezembro no Diário Oficial da União (DOU) - seção 1, página 153- foi publicada a Portaria nº  1.896, de 9 de dezembro de 2013, alterando os itens  31.12.13, 31.12.20.1, 31.12.47.3, 31.12.47.3.1, 31.12.54, 31.12.68.1, e Anexo III da Norma Regulamentadora nº 31.

NR 34 -Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval
Publicada em 11 de dezembro no Diário Oficial da União (DOU) - seção 1, página 154 - a Portaria nº  1.897, de 9 de dezembro de 2013, alterando os itens 34.4.2, 34.5.2.1, 34.11.13.2, 34.11.15, 34.14.2, 34.14.2.1, 34.14.2.2, 34.14.2.3 e acrescentar os itens 4 e 5 no Anexo I  da Norma Regulamentadora nº 34.

Decretada por Manoel Dias, ministro de Estado do Trabalho e Emprego, as Portarias entram em vigor na data de sua publicação.

Acesse o link para  saber mais. CLIQUE AQUI   


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16 de janeiro de 2014

Primeiros Socorros - Projeto Série 100% Seguro


Quando acontece um acidente, pequenas atitudes podem salvar vidas, são essenciais enquanto a assistência médica não chega. O kit primeiros socorros é guardado por um trabalhador treinado. E vale lembrar que todas as frentes com mais de 50 profissionais precisam de ambulatório. Numa emergência, chame o socorrista. Vejamos algumas situações.
Se o acidentado ficar preso em escombros ou desacordado por causa da fumaça, retire-o do local rapidamente, mas com muito cuidado.
Porém, se for esperar pelo Corpo de Bombeiros, tranquilize a vítima, identifique os machucados e faça os primeiros atendimentos.
Use luvas descartáveis para evitar contato direto com o sangue.
Recomenda-se a posição de barriga para cima em caso de lesões na boca ou fratura na mandíbula. Se o ferido estiver inconsciente, precisa ficar de lado ou com a cabeça virada para a lateral.


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