24 de fevereiro de 2014

Controle da poeira no setor cerâmico é abordado em Manual



A Fundacentro e a Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (Aspacer) lançaram o “Manual de Controle da Poeira no Setor de Revestimentos Cerâmicos”. A publicação visa apresentar ao setor de revestimentos cerâmicos recomendações técnicas para o controle da geração de poeira e da exposição dos trabalhadores nos processos de fabricação desses materiais para revestimento.

O Manual faz parte do projeto institucional Estudo da exposição Ocupacional à Sílica na Indústria de Revestimentos Cerâmicos, que tem orientado o Fórum Interinstitucional Permanente da Indústria de Revestimentos Cerâmicos de Santa Gertrudes (SP).

A coordenadora do projeto, Maria Margarida Teixeira Moreira Lima, pontua o Manual como “recomendações para profissionais das áreas de prevenção de acidentes e de doenças ocupacionais, de qualidade e de meio ambiente, de produção e de projetos industriais das empresas”. A pesquisadora é gerente setorial de cerâmica e vidro do Programa Nacional de Eliminação da Silicose (PNES).

No subsite Silica e Silicose da Fundacentro, encontram-se disponíveis todas as informações sobre projetos e ações do Grupo Gestor e dos Grupos Setoriais do Programa Nacional de Eliminação da Silicose.

Baixe o Manual de Controle de Poeira no Setor de Revestimento Cerâmico - CLIQUE AQUI  

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As bebidas energéticas alteram as contrações cardíacas



Segundo um estudo da universidade alemã de Bonn, as bebidas energéticas que contém cafeína aceleram o batimento cardíaco e a pressão sanguínea. A Sociedade Radiológica norte-americana já terá desaconselhado o consumo destas bebidas a pessoas com batimento cardíaco irregular, adianta a BBC.

De acordo com investigadores da Universidade de Bonn, na Alemanha, as bebidas energéticas que contêm cafeína provocam efeitos no batimento do coração, aumentando a pressão sanguínea e desregulando as contrações cardíacas.

Num estudo realizado naquela universidade, concluiu-se que as bebidas energéticas apresentam alguns efeitos secundários do foro cardíaco que desaconselham o seu consumo por parte de pessoas com problemas de coração, segundo adianta a BBC, que cita responsáveis da Sociedade Radiológica da América do Norte.

Para realizar o estudo, os investigadores acompanharam o comportamento de 17 pessoas por hora, após a ingestão de uma bebida energética que contivesse cafeína. Depois da avaliação, verificaram que as contrações cardíacas, nesse período, eram mais fortes.

As pessoas que participaram no estudo consumiram uma bebida energética que tinha 32 miligramas por 100 mililitros de cafeína, e outra bebida que tinha 400 miligramas por 100 mililitros de taurina.

“Até agora, não sabemos exatamente qual é o efeito que estas bebidas energéticas têm sobre a função do coração. No entanto, a quantidade de cafeína [nas bebidas energéticas] é maior do que em outras bebidas que têm cafeína, como o café ou refrigerantes como a Coca-Cola”, revelou Jonas Dorner, que coordenou este estudo da Universidade de Bonn.

Este trabalho está interligado com outros que também já associavam o consumo elevado de cafeína a alterações do comportamento cardíaco. Entre essas alterações estão palpitações, aumento da pressão sanguínea, convulsões ou, em casos extremos, morte súbita.


Fonte: PTJornal - Portugal

 
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19 de fevereiro de 2014

Aplicativo do SAMU para celulares permite acompanhar ambulância em tempo real



Vai chamar o SAMU? Então conheça o novo aplicativo para smartphones e tablets que possibilitará ao cidadão acompanhar em tempo real a localização da ambulância que irá atendê-lo. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (30) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na Campus Party – maior evento de tecnologia e cultura digital do mundo – junto com a divulgação do sistema E-SUS SAMU, que irá informatizar todas as centrais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no país.

O aplicativo será integrado às redes sociais Facebook e Waze, e o usuário poderá escolher familiares ou amigos para serem acionados, automaticamente, em casos de emergência. O pedido é ainda registrado na página do Facebook do usuário, dificultando a realização de trotes. Isso porque os principais objetivos do novo aplicativo são diminuir o número de trotes e o tempo de espera com transparência e participação do cidadão. O aplicativo será testado inicialmente no carnaval de Salvador.


"O aplicativo também vai melhorar o atendimento feito pelas equipes do SAMU, pois elas terão acesso aos dados sobre a saúde do usuário que são fornecidos pelo próprio cidadão assim que entrar no aplicativo.(Ministério da Saúde)



“Quando fizerem a chamada pelo aplicativo, automaticamente vamos receber o local em que a ambulância está e o endereço do solicitante, facilitando a chegada da equipe”, aposta Ivan Paiva, diretor do SAMU do município de Salvador (BA). Ele também acredita que os trotes serão inibidos pelo aplicativo. “O Facebook tem a identificação de cada indivíduo, sua localização e alguns outros dados. Dessa forma, podemos identificar quem fez a chamada e responsabilizar civil e criminalmente em casos de trote”, ressalta Paiva.

Ao se cadastrar, o cidadão irá preencher informações sobre sua saúde, se é hipertenso, diabético ou se tem alguma alergia. Os dados estarão disponíveis para a equipe que prestará o socorro. “O aplicativo vai proporcionar, ainda, um controle social por parte do cidadão ao permitir que acompanhe o deslocamento das ambulâncias”, explica Paulo de Tarso, coordenador-geral da Força Nacional de SUS (CGFNS), responsável pela coordenação nacional do SAMU. “Esse é um salto importantíssimo na qualidade dos atendimentos da urgência”, completa.


Fonte: Lucas Pordeus Leon / Blog da Saúde


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17 de fevereiro de 2014

AVCB - Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiro



Olá amigos do Blog, venho recebendo uma grande quantidade de e-mails solicitando informações pertinentes a AVCB - Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, sendo assim estou disponibilizando mais informações pertinentes, lembrando que para cada empresa se aplica uma forma com seus documentos em específico, mas no geral o material da uma ideia de como proceder.
Então, vamos lá:  

O que é o AVCB?

Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros é o documento emitido pelo Corpo de Bombeiros da Policia Militar do Estado de São Paulo (CBPMESP) ( cada Estado emite o seu ) certificando que, durante a vistoria, a edificação possuía e cumpria todas as condições de segurança contra incêndio , assegurando portanto que o solicitando está de acordo com todas normas previstas pela legislação.

Qual é o prazo de validade para a Renovação do AVCB?

O Decreto Nº 56.819 de 10 de março de 201, trata-se de Decreto de Lei Estadual (SP) e, portanto estabelece a obrigatoriedade do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) para:

-  condomínios residenciais e industriais, tem a validade de 03 (três) anos;
-  para a edificação cuja ocupação seja de local de reunião de publico, validade de 02 (dois) anos.
Qual a importância da Renovação do AVCB?

- A não obtenção /  vencimento pode invalidar apólices de seguro;
-  ocasionar o fechamento do imóvel;
-  gerar multas e entre outras complicações.
- liberação do alvará para funcionamento.
-Para condomínios são obrigatórios,  uma vez que a seguradora poderá declinar pelo não cumprimento do imperativo legal podendo desta forma ocasionar a responsabilização civil da pessoa do síndico, acerca do artigo 1348, inciso IX do novo Código Civil.

Como obter então o AVCB?

1º  é o desenvolvimento de um Projeto de Segurança Contra Incêndio;
2º  é a análise do Corpo de Bombeiros, que emite sua aprovação;
3º  é a de execução, ou seja, a instalação de todos os itens constantes no projeto;
4º  é a vistoria final do Corpo de Bombeiros. Qualquer detalhe em desacordo ou o não funcionamento de algum equipamento , será relatado em um documento chamado “Comunique-se”, impossibilitando a aprovação da vistoria. Se todo o sistema e equipamentos estiverem de acordo, a vistoria é aprovada e é emitido o AVCB.

Como renovar o AVCB?

1º Contratar um profissional técnico habilitado ( Engenheiro ) ou empresa especializada  com a finalidade de:
- Efetuar uma pré-vistoria para averiguar as condições de funcionamento dos equipamentos e sistemas de prevenção e combate a incêndios;
- Elaborar relatório sobre as condições e necessidades de adequação da documentação ou serviços que podem ser solicitados pelo bombeiro;
- Fornecer ART por profissional habilitado, sobre os Sistemas e Equipamentos de Proteção contra incêndio;
 - Dar entrada no processo / solicitar vistoria junto ao Corpo de Bombeiros;
 -  Orientação sobre eventual procedimentos para atender a um eventual Comunique-se;
- Acompanhamento do processo.

OBS.: É necessário o pagamento de uma taxa ao Corpo de Bombeiros, que tem o seu valor calculado proporcionalmente à área construída da edificação.

2º Documentação necessária:
- Atestado de Formação de Brigada de Incêndio;
- Atestado de funcionamento dos equipamentos de segurança , laudo das instalações elétricas e Materiais de Acabamento , com ART do responsável tecnico.
- Atestado de abrangência e manutenção do Grupo Gerador (se houver);
- Atestado das Instalações de Gás ( GLP ou Natural ) se houver;
- Atestado do Sistema de Chuveiros Automáticos - Sprinklers se existir na edificação ( existente somente em prédios industriais e comerciais).

3º Instalações e equipamentos:
- Extintores :  com carga e dentro do prazo de validade;
- Portas corta-fogo : devem fechar totalmente e se não estiver ocorrendo, deverá ser feita revisão para atender esta condição;
 -  A rede de hidrante , mangueiras, bicos e bomba de incêndio em perfeitas condições;
- Setas indicativas visíveis:  de rotas de fuga, saídas de emergência , extintores e etc;
- Iluminação de emergência funcionando.

DECRETO Nº 56.819, DE 10 DE MARÇO DE 2011.

Alguns tópicos a saber:

CAPÍTULO III   Da Aplicação

Artigo 5º – As exigências de segurança previstas neste Regulamento se aplicam às edificações e áreas de risco, em especial:
I – construção de uma edificação ou área de risco;
II – reforma de uma edificação;
III – mudança de ocupação ou uso;
IV – ampliação de área construída;
V – aumento na altura da edificação;
VI – regularização das edificações ou áreas de risco.


CAPÍTULO V  Dos Procedimentos Administrativos

§ 3º – Após a emissão do AVCB, constatada irregularidade nas medidas de segurança contra incêndio previstas neste Regulamento, o CBPMESP iniciará procedimento administrativo regular para sua cassação.

CAPÍTULO VI  Das Responsabilidades

Artigo 18 – Nas edificações e áreas de risco já construídas, é de inteira responsabilidade do proprietário ou do responsável pelo uso, a qualquer título:
I – utilizar a edificação de acordo com o uso para o qual foi projetada;
II – tomar as providências cabíveis para a adequação da edificação e das áreas de risco às exigências deste Regulamento, quando necessário.

Artigo 19 – O proprietário do imóvel ou o responsável pelo uso obrigam-se a manter as medidas de segurança contra incêndio em condições de utilização, providenciando sua adequada manutenção, sob pena de cassação do AVCB, independentemente das responsabilidades civis e penais cabíveis.


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Sistema que abastece SP tem menor nível de água em 10 anos



O Sistema Cantareira, maior e principal reservatório para o abastecimento de água da cidade de São Paulo, registrou 22,9% de armazenamento no último dia 28.01 (terça-feira). Segundo a Sabesp, este é o pior nível de água nos últimos 10 anos.

Para se ter uma ideia, na mesma data de 2011, o nível era de 94,3%; em 2012 era de 74,8% e em 2013, 52,3%.
Segundo a Sabesp, são dois os principais motivos para a escassez: o consumo de água, que aumenta nesta época por causa do calor, e a falta de chuvas.

Em 9 dos 12 meses de 2013, a precipitação foi inferior ao esperado. Pelos cálculos da Sabesp, 2013 registrou apenas 1.090 milímetros de chuva nas quatro represas que formam o Sistema Cantareira, sendo que a média histórica anual é de 1.566 milímetros.

Dezembro foi o pior mês desde que a mediação oficial começou a ser feita, há 84 anos: teve 62 milímetros de chuva, ante a média histórica de 226 milímetros, de acordo com a agência.
As chuvas de janeiro também não estão dando conta de encher os reservatórios. “Normalmente as chuvas chegam a 300 milímetros, mas o índice estava em 81 milímetros no dia 22”, diz a Sabesp em nota.

Apesar do nível baixos dos reservatórios, a Sabesp informa que o volume de água armazenado no Sistema Cantareira está sendo bem gerenciado e não oferece risco de desabastecimento à população.

A Sabesp também ressaltou a importância de economizar água em qualquer época do ano.
O sistema Cantareira abastece mais de 8 milhões de pessoas das zonas norte, leste, oeste e central de São Paulo, Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Osasco, Carapicuíba e São Caetano do Sul, além de parte d os municípios de Guarulhos, Barueri, Taboão da Serra e Santo André.

(Fonte: Exame - 29/01/2014)

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12 de fevereiro de 2014

Riscos no Trabalho do Soldador


Riscos no Trabalho do Soldador

Existem muitos fatores de riscos de saúde no processo de soldagem. Geralmente tais fatores podem ser classificados em 2 categorias: fator físico e fator químico. O fator físico inclui os raios ultravioletas, raios infravermelhos e etc. gerados pelo raio do arco sob alta temperatura. 

O segundo fator é composto por várias composições de sólidos aéreo da solda, incluindo vários metais, tais como, ferro, manganês, alumínio, cromo, chumbo, níquel, elementos radioativos e etc., que estão no estado sólido; e óxido de manganês, fluoreto de hidrogênio, óxido de nitrogênio e outros, que estão no estado gasoso. Além do mais, existem outros fatores sutis que não são fáceis de identificar, tais como alta temperatura, vibração e ruídos.

O sólido aéreo de solda cuja atividade biológica é evidentemente mais alta que as outras partículas possui uma dispersibilidade extremamente alta. As composições de sólido aéreo de solda variam de acordo com eletrodos e diferentes métodos de soldagem, como resultado, a atividade biológica é diferente também; além do mais, a atividade biológica está relacionada com a propriedade dissolvente e a “frescura” da fumaça de solda.


Soldas e Procedimentos

1) Soldagem a arco com eletrodo metálico coberto
2) Soldagem a arco sob gás co eletrodo de tungstênio (GTA)
3) Soldagem a arco gás com eletrodo metálico (GMA)
4) Soldagem a arco submerso (SAW)
5) Soldagem a arco de plasma
6) Soldagem a laser
7) Solda a resistência (solda a ponto)
8) Soldagem e corte a maçarico
9) Processos de escarfagem e corte (Biselaagem)
10) Brasagem
11) Soldagem em aço inoxidável
12) Solda com estanho

Ao que os Soldadores estão Expostos

1) Fumos Metálicos
2) Gases e vapores
3) Radiações
4) Riscos químicos
5) Riscos Físicos
6) Doenças ocupacionais


1) FUMOS METÁLICOS: - Os possíveis riscos a saúde causada por exposições a fumos metálicos durante a soldagem a arco com eletrodo metálico coberto dependem, obviamente do metal que esta sendo soldado e da composição do eletrodo. O componente principal do fumo gerado por aço doce é oxido de ferro.
Os danos causados pela exposição ao fumo de oxido de ferro parecem ser limitados. A deposição de partícula de oxido de ferro no pulmão causa realmente uma pneumoconiose benigna conhecida como siderose. Não há enfraquecimento funcional do pulmão, nem proliferação de tecido fibroso, em um estudo abrangente sobre dados conflitantes Stokinger (1984) concluiu que oxido de ferro não carcinogênico para o ser humano.

2) GASES E VAPORES: - A soldagem a arco com eletrodo metálico coberto tem o potencial de fixar o nitrogênio atmosférico na forma de oxido de nitrogênio em temperaturas acima de 600º C. Concentrações não são um problema de soldagem em oficinas abertas. Não fora identificado em mais de 100 amostras de soldagem a arco com eletrodos metálico coberto, uma exposição ao dióxido de nitrogênio, maior que 0,5 ppm em uma larga variedade de condições de operações. O oxigênio é fixado também na forma de ozônio pelo arco, mais ainda assim não é um contaminante significativo nas operações de soldagem a arco com eletrodo metálico coberto.

3) RADIAÇÃO: - A radiação gerada pela soldagem a arco com eletrodo coberto cobre o espectro que vai desde a faixa IV-C de comprimento de ondas até a faixa UV-C. Até o momento não há nenhuma evidencia danos aos olhos causados por radiação IV proveniente da soldagem a arco, a condição conhecida com “areia no olho”, da soldagem a arco. A condição conhecida como “olho de arco”, “queimadura por luz” é causada pela exposição à radiação na faixa UV-B.
A radiação gerada por fusão de solda consiste em raios infravermelho, luz visível e raios ultravioletas. O raio ultravioleta prejudica corpo humano através da ação fotoquímica. Ademais, raio ultravioleta também pode prejudicar os olhos e a pele expostos, causando keratoconjuntivitis (oftalmia elétrica) e eritema cutânea. Os sintomas principais são oftalmalgia, fotofobia, dacryorrhea, inchação vermelha e espasmo de pálpebra. Na pele exposta a raios ultravioleta pode aparecer eritema edematoso com delimitação evidente; no caso severo, até aparecendo vacúolo, infiltração e inflamação junto com a sensação notável de queimadura.

4) Soldagem a arco sob gás co eletrodo de Tungstênio (GTA)
As concentrações de fumo de solda a arco sob gás com eletrodo de tungstênio são mais baixas do que na soldagem com vareta manual e do que na soldagem com eletrodo metálico. Soldagem a arco sob gás com eletrodo de tungstênio de alta energia produz concentrações de dióxido de nitrogênio na posição do soldador, a concentração máxima anotada pelo autor é de 3,0ppm. O argônio produz maiores concentrações de dióxido do que o Helio.

5) Solda de arco submerso (SAW):
- Como era de se esperar as concentrações de fumo de metal na solda de arco submerso são menores do que aquelas das soldas de arco coberto ou de gás devido ao fundente agir como cobertura, o arco é mantido só o fundente sem centelhas, fumaças ou chispas. Este método produz apenas 1/8 (um oitavo) de fumo em comparação com outros procedimentos. Uma analise do fumo da solda a arco submerso mostra concentrações significativas de dióxido de sílica, oxido de ferro, fluoreto e manganês.


6) Soldagem e corte a arco de plasma (PAW E PAC) – Os danos a saúde causada pela solda de plasma é semelhante a aqueles apresentados pela solda de arco sob gás com eletrodo de tungstênio, mas ela introduz alguns problemas novos. O espectro de UV oriundo a arco de plasma é muito mais intenso do que em outros sistemas de solda o arco com gás inerte. Isto resulta em exposição relevante da pele e dos olhos e exige roupas especiais e proteção para os olhos.

7) Solda a laser: - Rocwell e Moss (1983) estudaram tanto a radiação em feixes como a dispersa proveniente de laser da classe 4 Nd: YAG em uma aplicação de solda encontraram que a reflexão do raio pode produzir risco, a radiação em feixes para níveis de carga até 0,3 KW apresenta pequenos riscos, outros autores recomendam proteção mínima para os olhos com densidade ótica de 6 em 1,06mm e uma densidade ótica de 1 para luz azul, para o controle de ambas as radiações diretas e indiretas.

8) Soldagem e corte a maçarico: - Os fumos metálicos se originam no metal, base de enchimento e do fundente, a concentração de fumo encontrada nas operações de solda no local dependente principalmente do grau de enclausuramento da área de trabalho e da qualidade da ventilação, uma vez que a solda a gás ou de maçarico é realizada em temperaturas inferiores a aquelas da solda de arco raramente se usa chumbo, zinco e cádmio, os quais tem pressões de vapores relevantes mesmo em temperaturas baixas. O risco de danos principal na solda a gás em espaços fechados é devido à formação de dióxido de nitrogênio, as concentrações maiores ocorrem quando o maçarico esta queimando se estar soldando. Strizkerkiy (1962) encontrou concentrações de dióxido de nitrogênio de 280 mg/m3 em um espaço sem ventilação e de 12mg/m3 em um espaço com alguma ventilação.

9) Brasagem – As temperaturas de brasagem definem os riscos relativos as varias operações, por exemplo, o ponto de fusão de cádmio e aproximadamente 140ºC (280ºF), a pressão de vapor do cádmio e as concentrações de fumos no ar aumentam drasticamente com o aumento da temperatura, portanto, os metais de enchimento, com as temperaturas mais altas da brasagem, causarão a mais severa exposição ao cádmio. A exposição a novos fumos de cádmio durante a brasagem de ações de baixa liga de níquel deram origem a doenças ocupacionais documentados e representa os principais riscos nestas operações.


Soldas

As Principais Funções do Eletrodo Revestido ou com Revestimento

- Ionizar e estabilizar o arco elétrico.
- Proteger a poça da fusão da contaminação a atmosfera através da geração de gases
- Purificar a poça de fusão.
- Formar uma escoria para proteção de metal fundido, e em alguns casos ajustar a composição química do cordão, pela adição de elementos de liga.

Tipos de Equipamentos

Para a soldagem com eletrodos revestidos são utilizados dois tipos de fonte de energia : Transformador e Retificador.

TRANSFORMADOR : Fornece uma corrente elétrica denominada alternada, neste caso existe uma mudança periódica de polaridade quando os valores da corrente ficam próximos de zero, ocorre instabilidade do arco elétrico, formando inadequada esta corrente para a soldagem com certos tipos de eletrodos revestidos.

RETIFICADOR : Fornece uma corrente denominada continua, na qual o fluxo de elétrons percorre um só sentido do pólo negativo e o pólo mais quente é o positivo, quando o cabo do porta eletrodo é ligado no terminal negativo temos uma polaridade direta ou negativa. Para se aproveitar o maior calor gerado no pólo positivo ligamos o cabo do porta eletrodo no mesmo obtemos uma ligação conhecida como polaridade inversa ou negativa.

Equipamentos e Acessórios

Devemos levar em consideração a aplicação, o tipo, o revestimento e o fator de trabalho a ser adotado.

ACESSÓRIOS:
Um dos principais acessórios utilizados no processo é o porta eletrodo, cuja função é transferir ao eletrodo revestindo a corrente gerada na fonte e conduzida pelo soldador, o porta eletrodo deve ser isolado existindo vários modelos que são escolhidos em função da amperagem a ser utilizada. O sistema de fixação possui ranhuras que permitem emprego de eletrodos de diferentes diâmetros em varias angulações.
O cabo de soldagem tem função de conduzir a corrente elétrica do equipamento ao porta eletrodo. O cabo de retorno tem por sua vez a função de conduzir a corrente do metal base de volta ao equipamento fechado assim o circuito elétrico, para a escolha do diâmetro do cabo de soldagem a ser utilizada, deve considerar a intensidade da corrente e ao comprimento total do mesmo, a utilização de cabo com diâmetro inadequado poderá causar super aquecimento e perda de energia prejudicando a qualidade da soldagem.


PICADEIRA :
É uma peça usada para a remoção de escoria proveniente da soldagem, sendo em alguns casos utilizado martelete pneumático após a remoção da escoria é necessário à limpeza final do cordão com uma escova de aço.


TIPOS DE ELETRODOS REVESTIDOS:
É constituído por uma vareta metálica denominada ALMA com diâmetro de 1.6 a 6 mm e o comprimento entre 300 e 700 mm recoberta por uma camada de fluxo conhecida como revestimento, o processo de fabricação inicia-se com o reconhecimento de matérias primas e minerais, ferros ligas e escorificantes, para o revestimento e do arame para a fabricação da ALMA metálica que deve ser rigorosamente testados a fim de garantir a qualidade final do eletrodo.


POSIÇÃO PARA SOLDAGEM
A posição plana é mais utilizada para a soldagem, outras posições utilizadas são:

- Horizontal;
- Vertical Ascendente;
- Vertical Descendente;
- Sobre a Cabeça;

As principais aplicações de soldagem de eletrodos revestido são em indústrias de estrutura metálica, serralherias, tubulações, tanques e caldeiras, na indústria naval e indústrias metalúrgicas em geral.

Focalizando medidas de proteções individuais
Medidas de proteções pessoais podem prevenir os riscos de gases venenosos e poeiras causadas na soldagem. O soldador deve colocar:

- óculos protetores adequados, 
- máscara protetora, 
- máscara naso-bucal, 
- luvas, 
- vestuário protetor (branco); 
- sapatos isoladores. 


É vedado usar vestuário de manga-curta ou dobrar as mangas. Quando a soldagem for num tanque com ventilação precária, o soldador deve colocar capacete com desempenho dinâmico de ar.

Fumos e gases são gerados durante a soldagem e é prejudicial à saúde, é aconselhável a utilização de sistemas de ventilação ou exaustão para proteção do soldador.
Devemos considerar o risco de choque elétrico lembrando que o equipamento de soldagem possuir tensão de 60 80w terminais de saída, sendo necessário o uso de luvas secas para a troca dos eletrodos.

Melhorando as condições de ventilação no ambiente de trabalho
O padrão de ventilação pode ser classificado em ventilação natural e ventilação mecânica. A ventilação mecânica que é realizada por pressão gerada por soprador é ideal em remover as poeiras e expelir os elementos tóxicos gerados na soldagem, por isso, é essencial para soldagem realizada no quadro de ventilação precária ou tanque fechado.

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Inspeção de Segurança do Trabalho


O que é Inspeção de Segurança do Trabalho?
É uma vistoria técnica realizada regularmente por Técnicos de Segurança e Engenheiros de Segurança nos ambientes de trabalho nas empresas, considerando aspectos relativos a higiene e segurança do trabalho, em conformidade com as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego, gerando informações técnicas com recomendações de segurança.

1. Objetivos:
a. Detectar problemas ou situações que possam contribuir para a ocorrência de danos ao patrimônio físico da empresa, bem como gerar lesões ou agravos à saúde dos trabalhadores.

b. Avaliar situações potencialmente geradoras de risco de acidentes em determinadas atividades, antes mesmo que ela seja executada.

2. Tipos de Inspeção
a. Inspeção Geral com Check List
Tipo de inspeção de segurança que abrange toda uma área geograficamente distinta da empresa, ou até mesmo, toda área da empresa, com o objetivo de vistoriar de modo geral todos os aspectos da segurança e da higiene do trabalho. Esse tipo de inspeção define previamente uma listagem de itens a serem inspecionados e se existem irregularidades em relação aos mesmos.

b. Inspeção de Rotina
Inspeções mais comuns de acontecerem. A rigor devem estar vinculadas ao dia-a-dia de todos os profissionais da área de segurança e saúde ocupacional. Visam à detecção a detecção de problemas logo no início da jornada de trabalho. Esse tipo de inspeção é realizado por profissionais como: supervisores, trabalhadores comuns em suas diversas funções e pessoal de manutenção.

c. Inspeção Periódica
Tipo de inspeção que é realizada com data e local previamente definido. Adotando-se para tanto um Cronograma que indicará os locais e periodicidade de inspeção adotada para cada setor listado. Tem como objetivo dar atenção às condições de segurança dos diversos setores existentes em uma empresa.

d. Inspeção Especial
Tipo de inspeção realizada em caráter extraordinário, quando há indícios ou algum elemento indicativo de problema que exige uma verificação mais profunda ou mais detalhada do que a efetuada numa inspeção de rotina.

e. Inspeção Eventual
Tipo de inspeção dirigida a certos equipamentos, detalhes de instalações ou de operações, sem dia ou horário predeterminados. Nesse tipo de inspeção – dirigida sem prévio aviso – podem ser obtidas informações que não seriam conseguidas em inspeção de rotina. Tais informações poderão ser suficientes para a adoção de medidas de ordem operacional, disciplinar ou administrativa em favor da segurança do trabalho.

f. Inspeção Oficial
Tipo de inspeção realizada por órgãos oficiais, como do Ministério do Trabalho e Emprego e Corpo de Bombeiros, por exemplo. O serviço de segurança e saúde ocupacional deve estar sempre preparado para atender aos agentes dessas inspeções oficiais, mantendo em dia certos documentos e informações que poderão ser necessários na ocasião, tais como: livro de atas de reuniões da CIPA; fichas de entrega e devolução de EPIs e Atestados de Saúde Ocupacional.

3. Resultados obtidos com as inspeções
a. possibilitar a determinação e aplicação de meios preventivos antes da ocorrência de acidentes;

b. ajudar a fixar nos empregados a mentalidade da segurança e da higiene do trabalho;

c. encorajar os próprios empregados a agirem como inspetor de segurança no seu serviço;

d. melhorar a inter relação entre os demais setores da empresa e o setor de segurança e saúde ocupacional;

4. Ciclo completo das Inspeções de Segurança
a. observação: verificação de todas as condições físicas das instalações, bem como de desempenho do pessoal em relação às questões de segurança e higiene do trabalho;

b. informação: comunicação das irregularidades detectadas aos responsáveis pela atividade onde ela foi observada.

c. registro: os itens detectados deverão ser registrados em formulários próprios, relatórios ou qualquer outro tipo de comunicação utilizada na empresa.

d. encaminhamento: depois de feitos, os registros deverão ser encaminhados aos setores competentes para que sejam tomadas as devidas providências, cabíveis em cada situação.

e. acompanhamento: toda recomendação de segurança que for registrada após as inspeções, deverá ser acompanhada pelo profissional a fim de que se tenha pleno conhecimento das providências adotadas para a solução dos problemas;

f. aprovação final: mesmo acompanhando todo o processo de execução, o profissional de segurança deve dar sua aprovação final ao trabalho efetuado, registrando de alguma forma se as soluções previstas foram plenamente atendidas ou é necessário a realização de algum ajuste.

Essas seis fases que completam o ciclo das inspeções de segurança procuram propiciar perfeito controle da situação, desde a observação inicial até o fim quando se esperam resultados favoráveis.



Bibliografia: Prática da Prevenção de acidentes: ABC da segurança do trabalho, Zocchio, Álvaro, 5ª. Edição, Ed. Atlas.

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10 de fevereiro de 2014

Audiência pública debate Anexos 3 e 8 da NR-15


Anexos tratam sobre atividades e operações insalubres. Evento será nos dias 12 e 13 de fevereiro no auditório da Fundacentro (SP), das 9h às 16h30

Brasília, 05/02/2014 - O Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho da Secretaria de Inspeção do Trabalho (DSST/SIT) e a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro) irão realizar nos dias 12 e 13 de fevereiro, audiências públicas referentes à revisão do Anexo 8 (vibração) e Anexo 3 (calor) da Norma Regulamentadora nº 15 que trata sobre atividades e operações insalubres.

O objetivo é promover o debate com especialistas, representantes governamentais, de trabalhadores e de empregadores, permitindo ampla participação da sociedade no processo de revisão dos Anexos. A programação do evento estará disponível para consulta por meio do link: http://portal.mte.gov.br/seg_sau/consultas-publicas.htm.

Os dois dias de audiência contarão com a apresentação de auditores fiscais do Trabalho, pesquisadores da Fundacentro nas áreas de calor e vibração, além de especialistas de universidades, de associações que trabalham na área de Segurança e Saúde no Trabalho e representantes de trabalhadores e empregadores.

O coordenador-geral de Normatização e Programas do Ministério do Trabalho e Emprego, Rômulo Machado e Silva, explica que após o planejamento realizado pela Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP), o grupo de trabalho formado por representantes de governo elabora o texto básico e o submete à consulta pública para receber sugestões de toda a sociedade. Na sequência do trabalho, as contribuições serão apreciadas por um Grupo de Trabalho Tripartite, que será responsável por elaborar a proposta final de regulamentação.

As propostas de texto básico de revisão encontram-se disponíveis para consulta no link: http://portal.mte.gov.br/seg_sau/consultas-publicas.htm e as contribuições podem ser encaminhadas ao MTE  até os dias 17 (sobre o tema vibração) e 19 (sobre o tema calor) de fevereiro, por via postal (Esplanada dos Ministérios – Bloco “F” - Anexo “B” - 1º Andar - Sala 107 - CEP 70059-900 - Brasília/DF) ou e-mail (normatizacao.sit@mte.gov.br).

A Audiência Pública será realizada no Auditório da Fundacentro/SP, situado na Rua Capote Valente nº 710, Pinheiros. Os interessados poderão se inscrever para participar do evento por meio da página da Fundacentro, as vagas são limitadas.

A participação na audiência pública será ampliada a todos os estados onde a Fundacentro possui sede e será transmitida por meio de videoconferência para o estado de Pernambuco, Bahia, Pará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.


Assessoria de Imprensa/MTE
Com informações da Fundacentro

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