29 de agosto de 2014

Insalubridade x Periculosidade


Insalubridade e Periculosidade, são assuntos que sempre nos fazem pensar qual aplicar, qual está correta dependendo do tipo de atividade exercida etc..., pois bem, vamos esclarecer.

A insalubridade, segundo a CLT, contempla as operações insalubres, os riscos físicos, químicos e biológicos existentes no ambiente de trabalho acima dos limites de tolerância, que são agentes nocivos à saúde capazes de causar doenças crônicas devido ao tempo de exposição.

A periculosidade, por sua vez, se aplica quando há um risco imediato de vida. A legislação contempla:
  • As atividades associadas a explosivos e inflamáveis (CLT, art.193, e NR16 do MTE);
  • A atividade dos eletricitários (Lei 7.369/85 e seu Decreto 93.412/86);
  • As atividades em proximidade de radiação ionizante (Portaria MTE 518/03).

A caracterização da insalubridade e da periculosidade é evidenciada através de perícia realizada por médico ou engenheiro do trabalho, segundo as normas do Ministério do Trabalho e Emprego MTE, (Normas Regulamentadoras 15 e Normas Regulamentadoras 16 da CLT) e o empregado não pode receber simultaneamente os dois adicionais, ele tem que optar por um ou por outro, mesmo que os dois se apliquem ao seu ofício.
Em alguns casos a justiça pode determinar o pagamento de ambos, seria o cumulativo de insalubridade e periculosidade, Acesse o link e saiba mais sobre isso Cumulativo de Insalubridade e Periculosidade.

As atividades insalubres são classificadas como de grau máximo, médio ou mínimo e o adicional é de 40%, 20% e 10%, respectivamente.

O adicional de periculosidade para quem trabalha com inflamáveis e explosivos é de 30% sobre o salário básico, excluídas gratificações, prêmios e participação nos lucros. Para quem trabalha com eletricidade o adicional também é de 30% sobre o salário recebido, desde que a permanência na área de risco não seja eventual.


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27 de agosto de 2014

Documentação básica em caso de Fiscalização



Sabemos que em caso de auditorias e fiscalizações, principalmente quando são de órgãos ligados a saúde e segurança do trabalho, temos que estar devidamente munidos de todos os documentos possíveis para que não haja as tão famosas "Não Conformidades" e em decorrência delas as tão odiadas penalizações ( multas ).

Pensando nisso, resolvi listar aqui alguns documentos que são essenciais em caso de fiscalizações, sendo que esses são o básico, caso sua empresa tenha mais documentos, laudo etc, sempre é bom mantê-los a disposição.

Segue a lista:
  • Licenças - Alvará, Habite-se, AVCB do Bombeiro, Meio Ambiente e Policia Federal;
  • Convenções Coletivas ou Acordos Coletivos da categoria e todos os seus aditivos ou Adendos ( NR01 );
  • Política de Saúde, Segurança e Meio Ambiente;
  • Levantamentos Ambientais ( NR09 );
  • Estatísticas de Acidentes ( NR04 );
  • Registro e Ata da Cipa ( NR05 );
  • PCMSO - Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional - ( NR07 );
  • ASO - Atestado de Saúde Ocupacional - ( NR07 );
  • PPRA - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - ( NR09 );
  • PPOB - Programa de Prevenção da Exposição Ocupacional - ( NR15 );
  • PCMAT - Programa de Condições de Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção - ( NR18 );
  • CAT - Comunicação de Acidente de Trabalho - ( NR05 e INSS );
  • PCA - Programa de Conservação Auditiva ( Levantamento Ambiental, Controle de EPI, Treinamento, eficácia de protetores auriculares ) - ( NR06 e NR15 );
  • Cópia dos CA dos EPIs utilizados pelos funcionários - ( NR06 );
  • Ficha de EPI ou catalogo de EPI usados na empresa - ( NR06 );
  • PPR - Programa de Proteção Respiratória - ( NR06 );
  • PGR - Programa de Gerenciamento de Riscos - ( NR22 );
  • Planta de Incêndio e Inventário de Extintores ( NR23 );
  • Atestado de Brigada de Incêndio;
  • Inventário e Manifesto de Resíduos ( NR25 );
  • PGRS - programa de Gerenciamento de Resíduos - ( NR25 );
  • Laudos de Insalubridade e Periculosidade;
  • Planejamento de Inspeções de Segurança, Saúde e Meio Ambiente;
  • Programa e Registro de Treinamento de Integração de Novos Funcionários;
  • Advertência a funcionários por desvio as instruções de segurança;
  • LTCAT - Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho;
  • GFIP - Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações a Previdencia Social; RE - Relação de Empregados;
  • SAT - Seguro de Acidente do Trabalho;
  • LRI - Livro de Registro de Inspeções;
  • PPP - Perfil Profissiografico Previdenciário;
  • PPRAD - Programa de Proteção Radiológica;
  • PCE - Programa de Contingencia e Emergência;

Lembrando que essa lista pode aumentar por vários outros itens, tudo isso depende muito do ramo de atividade da empresa e grau de risco envolvido.
Segue Link para uma melhor leitura:





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26 de agosto de 2014

Levante dessa Cadeira ( Saúde Ocupacional )


Desde o surgimento dos espaços de trabalhos, ficar sentado durante um longo período de tempo tornou-se normal. Escritórios quase em sua totalidade possuem estruturas com cadeiras e mesas, e o colaborador fica sentado cerca de 8 horas por dia.
 
Para muitos, trabalhar sentado é uma característica positiva devido à comodidade da prática, mas não é bem assim, há diversos estudos que indicam que isso pode ser muito prejudicial à saúde. Em pesquisas frequentes realizadas por institutos da área de saúde, constatou-se que ficar sentado 8 horas por dia pode aumentar o risco de morte de doenças cardiovasculares em até 50%.

Para o neurocirurgião Mauricio Mandel, o corpo humano não está estruturado para ficar muito tempo parado em uma posição. A falta de movimento faz com que os músculos entrem em estado de fadiga e comecem a doer. E os músculos estão longe de serem os únicos prejudicados.

Em entrevista para o New York Times, o pesquisador da Clínica Mayo James Levine ressaltou: “Passar muito tempo sentado é uma atividade letal. Ao simples ajuste do corpo na cadeira, vários processos negativos se iniciam no corpo, a perna perde as atividades elétricas e a queima de caloria diminui em 75%, após algumas horas sentado a eficiência da insulina diminui e o corpo fica mais suscetível ao risco de diabetes”.


Evite a L.E.R, mexa-se:
Parece uma situação sem resolução, mas não é! Confira na sequência algumas dicas que ajudam evitar as lesões por esforço repetitivo (L.E.R), e minimizar os riscos de doenças e mal estares para pessoas que ficam sentadas por longos períodos.

Saiba quanto você anda: Hoje é possível contar os passos dados durante o dia por meio de diversos dispositivos, com contadores de passos oficiais, aplicativos para celular, entre outras opções. O ideal é dar 10.000 passos por dia, se você está longe deste número se organize para caminhar por mais tempo.

Faça pausas: Quebre a rotina, se programe para levantar pelo menos uma vez por hora, se estique, pegue uma água! A água além de seus conhecidos benefícios para saúde o fará ir ao banheiro, ou seja, aumenta o tempo em movimento.

Mude hábitos: Você come sempre no mesmo local? Aquele ambiente mais perto do trabalho? Se respondeu sim para as perguntas, você pode mudar. Conheça outros locais, além de experimentar novos sabores, você pode se exercitar mais.

Menos tecnologia: Precisa de uma resposta rápida em outro departamento, ou de um colaborador que fica longe? Esqueça o telefone e o e-mail, visite seu colega!

Ande, ande, ande: Sim, ande o máximo que você puder, se utiliza condução desça um ponto antes e vá andando. Caso utilize carro, deixe-o em um estacionamento mais longe. Não perca nenhuma oportunidade de caminhar e aumentar a quantidade de movimento, sua saúde agradece.

Fonte: MSN Empregos
Autor: Roni Silva

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25 de agosto de 2014

Programa 5S



O 5S é o bom-senso que pode ser ensinado, aperfeiçoado, praticado para o crescimento humano e profissional. Convém se tornar hábito, costume, cultura. Sua implantação tras melhorias de qualidade, organização e otimização  para qualquer tipo de empresa independente do porte e ramo de atividade. A filosofia do 5S visa conscientizar a todos quanto a qualidade no ambiente de trabalho.

O 5S surgiu no Japão no início dos anos 1950. Na indústria, seus principais papéis são: liberar áreas, evitar desperdícios, melhorar relacionamentos, facilitar as atividades e localização de recursos disponíveis. Trata de uma sigla formada pelas iniciais de cinco palavras japonesas. No Brasil, alguns “S” foram traduzidos usando palavras variadas. Com isso, o 5S gerou resultados diferentes de um para outro local. A tradução que adotamos é uma das mais praticadas, graças ao trabalho feito pela Fundação Christiano Ottoni (FCO), em empresas e escolas, a partir da década de 90. É tradução adequada a qualquer lugar onde se vive, por não usar expressões exclusivas do meio empresarial.

Observando os métodos de gestão e o potencial das pessoas em variados ambientes, sentimos que, devidamente entendido e apresentado, o 5S pode ser praticado por qualquer pessoa, em qualquer circunstância. Com isso, o 5S que praticamos hoje é mais humano do que quando começou a ser divulgado no Brasil, nos anos 1980. Seus princípios são semelhantes aos princípios da vida.

A sigla 5S saiu de cinco palavras japonesas que começam com a letra S.



Vejamos separadamente os conceitos de cada um dos 5S:

1) SEIRI – Senso de Utilização

Significa utilizar materiais, ferramentas, equipamentos, dados, etc. com equilíbrio e bom senso. Onde é realizado o descarte ou realocação de tudo aquilo considerado dispensável para realização das atividades. Os resultados da aplicação do Senso de Utilização são imediatamente evidenciados.

Ganho de espaço
Facilidade de limpeza e manutenção
Melhor controle dos estoques
Redução de custos
Preparação do ambiente para aplicação dos demais conceitos de 5S

2) SEITON – Senso de Organização

O senso de organização pode ser interpretado como a importância de se ter todas as coisas disponíveis de maneira que possam ser acessadas e utilizadas imediatamente. Para isto devem-se fixar padrões e utilizar algumas ferramentas bem simples como painéis, etiquetas, estantes, etc. Tudo deve estar bem próximo do local de uso e cada objeto deve ter seu local específico. Podemos identificar como resultados do senso de organização:

Economia de tempo;
Facilidade na localização das ferramentas;
Redução de pontos inseguros.

3) SEISO – Senso de Limpeza

A tradução para a palavra Seiketsu é limpeza. Este senso define a importância de eliminar a sujeira, resíduos ou mesmo objetos estranhos ou desnecessários ao ambiente. Trata-se de manter o aceio do piso, armários, gavetas, estantes, etc. O senso de limpeza pode ir além do aspecto físico, abrangendo também o relacionamento pessoal onde se preserva um ambiente de trabalho onde impere a transparência, honestidade, franqueza e o respeito. A aplicação do senso de limpeza traz como resultado:

Ambiente saudável e agradável;
Redução da possibilidade de acidentes;
Melhor conservação de ferramentas e equipamentos;
Melhoria no relacionamento interpessoal.

4) SEIKETSU – Senso de Padronização e Saúde

O senso de padronização é traduzido na fixação de padrões de cores, formas, iluminação, localização, placas, etc. Como abrange também o conceito de saúde, é importante que sejam verificados o estado dos banheiros, refeitórios, salas de trabalho, etc. afim de que sejam identificados problemas que afetam a saúde dos colaboradores como os problemas ergonômicos, de iluminação, ventilação, etc. Este senso tem como principal finalidade manter os 3 primeiros S’ (seleção, ordenação e limpeza) de forma que eles não se percam. Podem-se evidenciar como principais resultados da aplicação deste conceito:

Facilidade de localização e identificação dos objetos e ferramentas;
Equilíbrio físico e mental;
Melhoria de áreas comuns (banheiros, refeitórios, etc);
Melhoria nas condições de segurança.

5) SHITSUKE – Senso de Auto-disciplina

A última etapa do programa 5S é definida pelo cumprimento e comprometimento pessoal para com as etapas anteriores. Este senso é composto pelos padrões éticos e morais de cada indivíduo. Esta etapa estará sendo de fato executada quando os indivíduos passam a fazer o que precisa ser feito mesmo quando não há a vigilância geralmente feita pela chefia ou quando estendem estes conceitos para a vida pessoal demonstrando seu total envolvimento. Diante de um ambiente autodisciplinado a cerca dos princípios 5S é possível que se tenha:

Melhor qualidade, produtividade e segurança no trabalho;
Trabalho diário agradável;
Melhoria nas relações humanas;
Valorização do ser humano;
Cumprimento dos procedimentos operacionais e administrativos;

A convivência com os cinco sensos apresentados leva os indivíduos a compreenderem melhor o seu papel dentro de uma organização e os torna parte da pirâmide dos resultados alcançados, fazendo nascer a consciência de que é preciso ser disciplinado mesmo quando não há cobranças. Por isso, os Programas de Qualidade têm auxiliado as empresas no processo de melhoria contínua dos produtos ou serviços, principalmente através da mudança cultural, a fim de se obter a vantagem competitiva necessária que será colhida a curto, médio e longo prazo.

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22 de agosto de 2014

O seguro de responsabilidade civil ambiental na gestão das empresas



A preocupação crescente com a responsabilidade civil ambiental vem ganhando cada vez mais importância na área de gerenciamento de risco das empresas, principalmente daquelas com atividades de maior geração de resíduos poluentes. Neste contexto, o seguro de responsabilidade civil ambiental (RC Ambiental) tem sido contratado pelas empresas para compor os seus sistemas de gestão e proteger as operações em casos de poluição súbita ou gradual. Súbita quando ocorre um acidente industrial no processo produtivo ou durante o transporte de mercadorias. E gradual em casos de vazamentos imperceptíveis por um período longo e que causam danos ao lençol freático, por exemplo.

Embora ainda seja alto o índice de acidentes com o meio ambiente no país, principalmente nos segmentos industriais e de transporte de produtos tóxicos e perigosos, a prática deste seguro por aqui não é tão comum, expondo as empresas a eventuais danos ao meio ambiente e gerando passivos ambientais, além de danos à reputação e à imagem.

Testemunhamos no Brasil, nos últimos anos, emblemáticos acidentes que marcaram a nossa história. Um deles ocorreu em 2003, no município mineiro de Cataguases. A barragem de um dos reservatórios da Indústria Cataguases de Papel rompeu-se e liberou no córrego do Cágado e no rio Pomba cerca de 1,4 bilhão de litros de lixívia (ou licor negro), que é a sobra industrial da produção de celulose. O acidente afetou três estados, deixando 600 mil pessoas sem água e levando a morte diversas espécies vegetais e animais da região.
Outro caso emblemático foi o vazamento de gasolina em um dos oleodutos da Petrobrás, na Vila Socó, em Cubatão (SP), que ligava a Refinaria Presidente Bernardes ao Terminal de Alemoa. O acidente ocorreu no início da década de 80. Devido há uma falha que gerou sobrepressão e ruptura da tubulação, vazaram 700 mil litros do combustível. Com a movimentação das marés, o produto inflamável espalhou-se pela região alagada e cerca de duas horas após o vazamento resultando em incêndio.
Em 2013 contabilizamos também o incêndio que destruiu o depósito de açúcar no porto seco de Santa Adélia, município de São Paulo. Parte do açúcar caiu no rio São Domingos, que nasce em Santa Adélia e corta outros cinco municípios do noroeste paulista. A água foi contaminada e peixes apareceram mortos em uma área que ficava a sete quilômetros do local do acidente.

Ilustrando com estes acidentes, é importante salientar que o seguro é apenas uma parte de todo o processo de gerenciamento de risco ambiental para prevenção de acidentes. A empresa que pretende contratar uma apólice de responsabilidade civil para este fim deve ter, também, um amplo sistema de gestão que contemple um estruturado programa de gerenciamento e monitoramento ambiental. Por outro lado, o papel da seguradora será executar uma análise preliminar dos riscos, aplicar uma inspeção ou até mesmo uma auditoria ambiental para mapear e localizar o risco passível de ser segurado e a extensão do seu dano, a frequência e a severidade, de acordo com a atividade exercida pela empresa.

Ao contrário do que ocorre nos EUA e Europa, em alguns casos no Brasil as empresas ainda não são obrigadas a contratar um seguro ambiental para proteger as suas operações. Discute-se ainda a obrigatoriedade da apólice. Uma das iniciativas para tornar o seguro obrigatório no país foi a do Projeto de Lei 937/2003, que alterava a Lei da Política Nacional do Meio Ambiente, para que o licenciador de projetos pudesse exigir a contratação da apólice.

No Brasil existem outros instrumentos que têm chamado a atenção das empresas para os riscos ambientais. O artigo 40 da Lei nº 12.305/10, o qual trata do tema, salienta que no licenciamento ambiental de empreendimentos ou atividades que operem com resíduos perigosos, o órgão licenciador do SISNAMA (Sistema Nacional do Meio Ambiente) pode exigir a contratação do seguro de responsabilidade civil por danos causados ao meio ambiente ou à saúde pública.

As seguradoras têm colaborado para fortalecer no Brasil a cultura do gerenciamento de risco ambiental trazendo ao país experiências internacionais. Desde 2008, após a abertura do mercado de resseguros, o seguro de responsabilidade civil ambiental tem se tornado gradativamente mais conhecido. Já compõe a estratégia de gestão de diversas empresas nacionais e internacionais de grande e médio porte, com o objetivo de atender legislações federais, estaduais e municipais, e as exigências de clientes e fornecedores.

(Fonte: Luiz Antonio Oliveira Liberty Seguros - 21.08.2014)

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Brasil terá centro de Assistência e Proteção contra Emergências Químicas

CPAQ inclui atividades de detecção e descontaminação

O Brasil vai contar com o primeiro Centro de Assistência e Proteção Contra Emergências Químicas da América Latina e Caribe. O anúncio foi feito no último dia 18.09 (segunda-feira), durante a solenidade de abertura do I Exercício Regional de Assistência e Proteção para os Países Membros da Convenção para Proibição de Armas Químicas (CPAQ), que acontece no Rio de Janeiro até o dia 22 de agosto.

De acordo com o comandante de Pessoal de Fuzileiros Navais, almirante Alexandre José Barreto de Mattos, o Centro será subordinado ao Ministério da Defesa e deverá abrigar exercícios, seminários, workshops e outros cursos práticos.

I Exercício CPAQ
Cerca de 70 representantes dos países membros da CPAQ participam do exercício ao longo desta semana. No início do evento, o subchefe de Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa, general Décio Luís Shons, ressaltou que o evento da CPAQ está alinhado com a Política e a Estratégia Nacional de Defesa, além de fazer parte dos objetivos da pasta e das Forças Armadas.
Ainda segundo o general, o sistema de defesa nuclear, biológica, química e radiológica faz parte do rol de atividades das três forças singulares.

“Este seminário também dá seguimento a duas outras reuniões que ocorreram este ano em Santiago do Chile e Buenos Aires, na Argentina. Este evento tem um caráter mais prático. Amanhã haverá uma visita as instalações da Marinha e no dia seguinte no Centro Tecnológico do Exército, na Restinga da Marambaia”, comentou.

Já Sérgio Antônio Frazão Araújo, secretário executivo da Autoridade Nacional do Brasil junto à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), e coordenador geral de Bens Sensíveis do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, disse que o evento consolida o protagonismo do Brasil em âmbito regional nessa área.

Sistema de defesa nuclear, biológica, química e radiológica faz parte do rol de atividades das três forças.

O secretário falou que o país tem interesse em parceria com os membros da CPAQ na cooperação técnica, na implementação de uma legislação específica e na introdução de mecanismos de controle e no aprimoramento de profissionais. “O Brasil sempre apoiou iniciativas internacionais e multilaterais para o desarmamento e não-proliferação de armas de destruição em massa”, disse.

Segundo Frazão, exercícios como o que acontece no Rio de Janeiro nesta semana são primordiais porque partem para a prática na identificação e prevenção de riscos e ameaças provocadas por agentes químicos de guerra.


O I Exercício da CPAQ inclui atividades de detecção e descontaminação, bem como a elaboração do planejamento e preparação para resposta a emergências químicas.
 
Rio 2016
O representante do Ministério das Relações Exteriores, conselheiro Joaquim Arnaldo de Paiva Oliveira, relatou que o Brasil serve de modelo para a eliminação de todas as armas de destruição em massa e a proibição da fabricação de novas armas químicas. Segundo ele, o evento é um foro importante para troca de experiências e subsídios para apoio a grandes eventos, como os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Participam do I Exercício da CPAQ, além do Brasil, representantes da Argentina, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Chile, Cuba, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Pero, São-Cristovão-e-Neves e Uruguai.
Na terça-feira (19) e quarta-feira (20), respectivamente, os participantes conhecerão as instalações do Centro Tecnológico do Corpo de Fuzileiros Navais (CTeeCFN), no Complexo Naval Caxias-Meriti, e do Centro Tecnológico do Exército (CTEx), em Guaratiba.
 
OPAQ
A Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) é uma organização internacional criada em 1997. Sua convenção, a CPAQ, recebeu em 2013 o prêmio Nobel da Paz.
A finalidade da CPAQ é trabalhar, entre outras atribuições, em prol da destruição de armas químicas e não proliferação de armas de destruição em massa.

(Fonte: Ministério da defesa - 18/08/2014)

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20 de agosto de 2014

Como calcular Multa - NR 28 Fiscalização e Penalidades



Para o empregador não é muito interessante receber uma notificação de multa do Ministério do Trabalho, mas por outro lado, para o funcionário é algo que tende a trazer melhorias para sua vida laboral, pois algumas coisas irão entrar nos eixos.
Recebemos frequentemente solicitações de empresas notificadas pelo M.T.E para que façamos o calculo das multas impostas e pensando nisso resolvi escrever essa postagem. Pois não é só os TST que tem dificuldade em fazer o calculo, em alguns casos o pessoal do RH ou outras áreas tem a mesma duvida devido cuidar desse tipo de serviço, sendo assim vou explicar como realizar o cálculo de multa aplicada pelo Ministério do Trabalho conforme a NR 28 Fiscalização e Penalidades ( atualizada 2014 ).

Devemos fazer esse calculo passo a passo e para isso vamos precisar se atentar aos anexos da NR 28 ( Anexo I, IA e II ):

O anexo I, trás a gradação de multa em segurança do trabalho ou medicina do trabalho por BTN* número de funcionários. 
O Anexo IA, trás a gradação de multa em segurança do trabalho ou medicina do trabalho em Reais ( Trabalho Portuário ) 
O anexo II, trás cada item e subitens das outras NR que podem ser aplicadas multas.

Lembrando que o Anexo I  trás 2 quadros um deles Segurança do Trabalho e o outro Medicina do Trabalho - ( o quadro de Medicina do Trabalho se aplica apenas a NR 07 - Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional ).

 Se você quiser aprender como calcular as Multas de Medicina do Trabalho acesse o link
Calcular Multas de Medicina do Trabalho NR28 e tenha uma boa leitura.

Vamos lá!

Vamos gerar um caso fictício, um exemplo para que nosso calculo seja mais próximo do real possível.

Temos uma empresa com 40 funcionários, onde o empregador não fornece EPI adequado a seus funcionários, esses epi não não estão conforme Norma Regulamentadora 06 - Equipamento de Proteção Individual, onde diz que os epi devem ser "aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho", então é um epi sem procedência e que pode vir a prejudicar o trabalhador ao invés de ajudar.

NR 06 - Equipamento de Proteção Individual - EPI


Podemos observar que essa alínea já trás as indicações para o calculo da multa.
( C=206.026-4/I=4/T=S)

Mais o que quer dizer todos essas letras e números? Vou explicar.

( C=206.026 "Código de autuação" /I=4 "Infração" /T=S " Tipo de autuação - Segurança ou Medicina")

Para realizar o calculo precisamos saber:
  • Número da infração;
  • Tipo de Infração;
  • Quantidade de funcionários;

1 - Deve-se identificar o item da NR a qual foi multado, deve-se verificar se é multa de Segurança do Trabalho ou Medicina do Trabalho e a quantidade de funcionários.

Anexo I da NR 28 ( Gradação de Multa )

Aqui já encontramos os campos que precisamos para constituir o cálculo. Observe:
  • 1º - Número de infração ( mínimo e máximo );
  • 2º - Quantidade de funcionários; e
  • 3º -  Tipo de infração ( S ou M )

Aqui no Anexo II podemos confirmar todo os dados:

Anexo II da NR 28 ( Normas Regulamentadoras )

Podemos observar que essa alínea já trás as indicações para o calculo da multa. 206026-4 4 S 
( C=206.026-4/I=4/T=S)

2 - O cálculo dessas multas são feitos em UFIR, por isso consulte aqui o valor da UFIR
*Até o mês 08/2014 a base de cálculo da UFIR é R$ 2,5473

*** Vide Explicação sobre UFIR no final da Matéria.

3 - Agora que já temos todos os dados, basta cruzar as informações e chegar ao valor determinado da multa.

Nº mínimo da infração:  3335 x R$ 2.5473 ( valor da UFIR ) = R$ 8.495,24
Nº máximo da infração: 3876 x R$ 2.5473 ( valor da UFIR ) = R$ 9.873,33

Chegamos a conclusão que utilizar EPI inadequado e foras dos padrões estipulados por norma gera multa mínima de R$ 8.495,24, e máxima de R$ 9.873,33 para a empresa de até 50 funcionários.

O Ministério do Trabalho poderia aplicar a multa mínima ou máxima pelo descumprimento do item 6.6.1 - alínea "c".

Importante: Segundo entendimento do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) as infrações não relacionadas na NR 28 poderão ser enquadradas no item 1.7 da NR 1, que determina ser obrigação do empregador cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho, isso fica a critério do Auditor do Trabalho.

*** Explicação sobre a UFIR ***

Atualização para UFIR aqui na matéria: O valor NACIONAL do UFIR foi congelado no ano 2000 por força do §3º do Artigo 29 da Medida Provisória 2095-76.  Seu valor foi fixado em R$ 1,0641 e vigora desde então.

Outros valores que são atribuídos a UFIR são baseados em outros estados como mostro no exemplo retirado do site www.debit.com.br

"Observações: UFIR/NACIONAL disponível até OUTUBRO/2000, a partir de NOVEMBRO/2000 dispomos da UFIR-RJ."
 Leitores, não deixem de checar as fontes desses valores,  façam o calculo pelo valor congelado, pois é o valor que vigora no site da Receita Federal.




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18 de agosto de 2014

20 Dicas para Falar em Público


Sei que esse tema é bem popular na internet e que isso pode ser mais do mesmo, mais tem sido a base de formação para novos instrutores e palestrantes que passam por aqui e tem funcionado muito bem. 
Essa postagem é direcionada aqueles que estão iniciando em treinamentos e palestras ou mesmo para aqueles que querem se aperfeiçoar em relação de falar em publico e estar mais seguro e confiante. Segue 20 dicas para melhor falar em publico, espero que gostem e que aproveitem.


1. Observe bons oradores. Quem são seus grandes mestres em oratória? Em quem você se espelha para falar em público? Bons exemplos são de grande valia, afinal eles podem ajudar (e muito) no seu desempenho.

2. Tenha um objetivo. Qual é o tema que você se propôs a discursar? Por quê? A quem se direciona? O que motivaria alguém a ouvi-lo? Quais os ganhos que essa pessoa teria? Não fale só o que você quer, mas o que as pessoas precisam. Não fale qualquer coisa, seja relevante!

3. Pense positivamente. A maioria das pessoas, antes de falar em público, enche a cabeça “de minhoca”: “não vou conseguir”, “vai dar tudo errado”, “o que a plateia vai pensar de mim” etc. Esses pensamentos, além de aumentar a ansiedade, só atrapalham a sua performance como orador. Pense que vai dar tudo certo, você consegue!

4. Treine antes de falar em público. Ninguém consegue correr uma maratona sem antes treinar. Você terá um melhor desempenho e ficará mais seguro se praticar seu discurso antes de pronunciá-lo. Treine sozinho, com os amigos, na frente do espelho etc.

5. Não decore palavra por palavra. Querendo ou não, as pessoas percebem quando seu discurso está decorado, pois ele não “flui”, fica artificial. Grife palavras-chaves no seu texto, faça anotações que lhe serão úteis ao longo da apresentação e procure ser o mais natural possível.

6. Cuide da gramática. Até os melhores oradores “escorregam na língua”, mas isso não significa que você precisa ir “ladeira abaixo” com ela. Revise seu texto antes de expô-lo e tenha a certeza de que “cê num vai errá no portugueis”.

7. Estude sobre o que você vai falar. A maioria das pessoas não gosta de comida crua, muito menos de um discurso “mal passado”. Prepare seu texto, acrescente ingredientes consistentes, fuja do “arroz com feijão”, do senso comum, da informação de “domínio público”. Estude e esteja preparado, seus convidados agradecem.

8. Tenha confiança em si. Se você tem um objetivo com o seu discurso, treinou e estudou o texto e considera-o relevante ao público alvo, não há por que temer. Naquele lugar, você é quem mais sabe sobre o assunto exposto!

9. Partilhe suas experiências. “Conheci meu marido em um almoço de negócios”  pode ser um exemplo bastante interessante em um discurso. Geralmente, quando você compartilha sua vida com seu público, este se identifica com você e presta mais atenção naquilo que você tem a dizer. Mas não seja moderado também.

10. Limite o assunto. Discursar sobre “Os Efeitos Positivos do Brigadeiro na Alimentação” não quer dizer que você também deva falar sobre o beijinho, o olho-de-sogra, o cajuzinho etc. Não perca o foco daquilo que você se propôs a dizer. Além de deixar o discurso longo e cansativo, você pode deixar seu público se perguntando: “sobre o que ele falou?”.

11. Apoie suas ideias. Se eu dissesse que a frase “nada há que não exista” foi de minha autoria, você a acharia boba e sem sentido; porém, se eu dissesse que Carlos Drummond a escreveu, você, com certeza, pensaria melhor antes de julgá-la. Portanto, apoie suas ideias em pesquisas concretas e confiáveis, em citações sérias e em escritores coerentes.

12. Use ilustrações e exemplos. Dificilmente você dará uma palestra a um grupo de filósofos, portanto não deixe que seu discurso se torne subjetivo e fique apenas no “mundo das ideias”. Exemplifique, conte histórias, mostre imagens.

13. Varie o tom da voz e sua expressão corporal. Não deixe seu discurso cair na monotonia. Use gestos, fale mais alto em alguns momentos, demonstre que você realmente acredita no que está falando!

14. Seja modesto. Ninguém assiste a uma palestra a fim de saber quantos diplomas você tem, em quantos países já foi passar as férias, quantos carros você possui etc. Exibicionismo gera um efeito negativo na plateia. Quando for falar das suas conquistas pessoais e profissionais, tome cuidado para não exagerar!

15. Faça seu público participar. Com certeza as pessoas aprendem melhor praticando do que apenas ouvindo. Jogue uma pergunta ao seu público, desenvolva uma atividade relacionada à sua palestra, faça uma dinâmica! Seu discurso ficará mais interessante e o ouvinte aprenderá melhor.

16. Cuidado com seu vocabulário. Não use um vocabulário técnico da área jurídica se você não vai dar uma palestra para advogados. É importante você conhecer seu público e falar “a língua deles”.

17. Seja você mesmo. Os melhores oradores são aqueles que seguem um estilo próprio, sem imitações nem superficialidade. Seja natural, use seus talentos para atrair a plateia.

18. Identifique-se com seu público. Não demonstre que você é um estranho que “caiu de paraquedas” no meio daquelas pessoas. Converse sobre assuntos que fazem parte do cotidiano daquele grupo, busque pontos em comum com os participantes, enfim: interaja!

19. Faça uma conclusão. Não se esqueça de “amarrar” todo o assunto apresentado no seu discurso. Isso evita possíveis incompreensões que possam ter surgido ao longo da palestra e ajuda o participante a gravar o conteúdo.

20. Não fale “concluindo” se sabe que vai discursar por mais 40 minutos. Essa dica é muito importante! A maioria das pessoas fica com raiva daquele palestrante que diz estar finalizando seu discurso mas não o termina nunca! Dizendo: “concluindo”, termine!

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15 de agosto de 2014

Trabalhadora que se acidentou ao operar máquina sem treinamento adequado receberá indenização.


Uma auxiliar de produção de um frigorífico de aves do Sudoeste do Paraná será indenizada por danos morais e estéticos após sofrer acidente em atividade que não era de sua atribuição e para a qual não tinha recebido qualquer treinamento. Como resultado do acidente, a trabalhadora perdeu metade do dedo médio da mão esquerda, além de sofrer esmagamento do dedo indicador.
A indenização foi estabelecida em R$ 5.000,00 além do pagamento de pensão vitalícia de 5% do valor do salário da trabalhadora, correspondente ao percentual de redução da capacidade laborativa, pelos danos materiais.
Imagem Ilustrativa
O acidente aconteceu em outubro de 2009 no setor de evisceração de aves da Diplomata S.A. Industrial e Comercial, no município de Capanema.

O superior da funcionária solicitou que ela ajudasse uma colega no repasse de moelas, que não era sua função. Ao executar o serviço, a trabalhadora prendeu a luva na máquina, tendo o dedo médio da mão esquerda esmagado, além de perder parcialmente o dedo indicador. Ela não recebeu orientações nem foi alertada de que deveria retirar as luvas.
 
"Os desembargadores da 6ª Turma do TRT confirmaram o entendimento de que houve culpa exclusiva da empresa, cabendo indenização por danos morais e pensão vitalícia correspondente ao percentual de redução da capacidade para o trabalho."

Após ser desligada da empresa, a trabalhadora ajuizou ação na Vara do Trabalho de Dois Vizinhos pedindo reparação pelos prejuízos causados pelo acidente. Na sentença de primeiro grau, o juiz Osmar Rodrigues Brandão destacou que o empregador tem o dever de treinar e alertar os empregados quanto aos riscos existentes nas rotinas de trabalho. O magistrado entendeu que a empresa não orientou adequadamente a funcionária e deu razão aos pedidos de indenização.

Os desembargadores da 6ª Turma do TRT confirmaram o entendimento de que houve culpa exclusiva da empresa, cabendo indenização por danos morais e pensão vitalícia correspondente ao percentual de redução da capacidade para o trabalho. “A reparação pecuniária responde mais ao civilizado desejo coletivo de justiça social do que ao inato sentimento individual de vingança. Não objetiva apenas ressarcir ao empregado o denominado ‘prejuízo’, principalmente que este é incomensurável. Visa, sim, enquanto pena pecuniária e pedagógica que é, impor sanção ao agressor”, concluíram os julgadores.
Da decisão, cabe recurso.

Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 9ª Região Paraná
Publicada em 13/08/2014


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13 de agosto de 2014

Sinalização de Segurança na Industria



Placas, luzes, alarmes, sirenes... Uma simples sinalização pode salvar vidas. Ela não elimina riscos, porém identifica o perigo antes dele aparecer. Mas para funcionar, os operários devem ficar atentos. As obras mudam o tempo todo, e as ameaças também.
Todos os locais do canteiro precisam de sinalização e indicações de saída, em setas ou palavras escritas, avisos ou cartazes.
O importante é manter a comunicação com os operários e alertar quanto aos riscos: de quedas, de contato acidental com as partes móveis das máquinas e de passagem quando o pé direito for baixo.




A sinalização de segurança é muito importante como sabemos, já tratamos aqui no Blog SNC! sobre esse tema e direcionamos de modo geral com Cores da Segurança  e também com Sinalização de segurança na Construção Civil, também falamos um pouco sobre Placas Obrigatórias . Todas essas postagens tratando de um mesmo assunto, a segurança do trabalhador por cores e placas.

Classificação da sinalização de segurança

A sinalização de segurança é dividida em áreas específicas para julgar em que tipos de momento devem-se usar determinado tipo de placa sinalizadora. Deve-se seguir a indicação das cores e das figuras geométricas. São eles:


  • 1. Sinais de Obrigação: têm como objetivo indicar comportamentos ou ações que obrigam a utilização de determinado equipamento de proteção individual (EPI). Busca evitar acidentes de trabalho causando danos morais e financeiros à empresa e ao trabalhador acidentado.



  • 2. Sinais de Perigo: são apropriados e obrigatórios em situações e locais que exigem atenção, cautela, precaução, ou afirmação de que algo é perigoso. Buscar alertar o trabalhador de modo que ele tenha controle sobre tudo o que esteja fazendo e não se prejudique ou não prejudique ninguém.



  • 3. Sinais de Aviso: qualquer lei do local, ou atitude proibida ou perigosa é alertada nesse tipo de sinalização de segurança. Evita acidentes de trabalho e consequências graves.



  • 4. Sinais de Emergência: indicam saídas de emergência, direções de fuga ou localização de algum equipamento útil em situações emergenciais, como incêndio, alagamento, vazamento de gás, entre outros. São úteis para guiar trabalhadores e visitantes aos rumos corretos oferecendo capacidade de fuga ou até de solução para o problema (como um extintor num incêndio, por exemplo).



  • Sinalização complementar
Luzes em sinalização de segurança
Sinal contínuo e/ ou iminente: Perigo extremo ou emergência.
Duração da intermitência: Assegurar boa recepção da mensagem e evitar confundir com outros sinais.
  • Sinais acústicos em sinalização de segurança
Devem ser nitidamente superiores aos ruídos do ambiente como o maquinário, por exemplo, porém sem agredir a audição de modo doloroso e excessivo; deve ser facilmente reconhecido e lembrado quando tocado posteriormente.
  • Indicação de obstáculos
Cones, fitas zebradas, correntes plásticas entre outras.


  • Rotulagem
Indicação de produtos químicos ou perigosos.



  • Sinalização de transito
Também é de extrema importância conhecer a sinalização de transito dentro das empresas e seguir a risca o que cada uma delas nos informa, como: Velocidade máxima permitida, faixa de pedestres, proibido estacionar e por aí vai.  



Segue um vídeo que trata sobre o assunto:

Toda situação de trabalho apresenta riscos. Entre medidas preventivas que se pode adotar, uma delas é um bom projeto de sinalização de segurança. É fundamental conhecer e aplicar as normas nacionais relativas à sinalização de segurança no trabalho, como a NBR de sinalização contra incêndio e pânico, a NR 26, e as NBRs relativas às cores em sinalização, mas de maneira complementar também se deve dar atenção às situações de riscos típicos do trabalho em toda sua amplitude.

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Integração de Segurança do Trabalho



A Integração de Segurança do Trabalho é uns dos treinamentos rápidos mais importantes que podemos oferecer para nossos recém contratados ou terceiros, é nela que podemos mostrar como a Segurança do Trabalho deve funcionar. Ela vai integrar novos contratados ou terceiros ao sistema de Segurança e Saúde no Trabalho a fim de prevenir acidentes e doenças ocupacionais; Divulgar a Política de Segurança, Saúde e Meio Ambiente; Orientar quanto aos possíveis riscos de suas atividades, ao cumprimento das regras estabelecidas, e ao uso correto do EPI.

A Integração não precisa ser de carga horária extensa, a não ser que, você tenha um grande número de riscos e regas que gostaria de repassar. A carga horária varia de empresa para empresa podendo ser uma integração rápida de 30 minutos aproximadamente ou até mesmo uma integração mais elaborada que pode ter duração de algumas horas. O importante e fundamental nessa integração é expressar como deve ser o comportamento desses recém contratados ou terceiros dentro de nossa empresa a fim de minimizar os riscos de acidente e conscientizar quanto as política de segurança, saúde e meio ambiente.

Devemos documentar a Integração com uma lista de presença ( controle de frequência ), para futuras auditorias ou procedimentos internos que possam solicitar o apontamento desse treinamento. Isso também pode e irá ter peso caso aconteça um acidente na empresa e tenhamos que comprovar que o contratado participou de treinamento de integração antes de ser admitido.
Na lista de presença deve constar o Nome do treinamento e carga horária, Nome do contratado ou terceiro, número de  documento ( RG por exemplo ) e a assinatura dele. Em alguns casos se aplica um pequeno teste para ver qual foi o aproveitamento das informações passadas, podendo ser uma provinha simples com poucas questões relacionadas ao material ministrado.

Sendo assim a lista de presença e o teste de aproveitamento deverão ficar arquivados juntos no prontuário do recém contratado ou terceiro para futuras averiguações ou auditorias.

Podemos usar como base de desenvolvimento de nossa Integração de Segurança os seguintes tópicos:
  • Abertura;
  • Objetivo;
  • Política de segurança e saúde do trabalho;
  • Segurança do trabalho;
  • Acidente do trabalho;
  • Causa dos Acidentes
  • Consequências dos acidentes;
  • Prevenção dos acidentes;
  • Comportamentos de risco;
  • Movimentação de materiais;
  • Posturas adequadas;
  • Ginástica laboral;
  • EPI - equipamento de proteção individual;
  • Regras gerais;
  • Prevenção a incêndio;
  • PAE - Plano de ação emergencial;
  • Boas praticas de segurança;
  • Telefones e ramais de emergência;

Você pode acrescer mais tópicos a esse conteúdo conforme sua necessidade, você pode salientar quanto a alarmes de abandono ou a brigada de primeiros socorros ou como proceder em caso de vazamento de produto químico, sobre o uso do cigarro, álcool ou drogas e assim por diante.
O importante é orientar seu recém contratado ou terceiro para as questões de segurança, saúde e meio ambiente que devem ser seguidas a risca.

Vou disponibilizar um modelo de Integração de Segurança do Trabalho, fique a vontade para baixar e adequar conforme sua necessidade.

https://drive.google.com/file/d/0BwKv58EjJf5gYzNWaGlpTVZYSUk/edit?usp=sharing

Dessa forma podemos gerar mais segurança para nossos contratados e terceiros. Vamos espalhar a segurança do trabalho!
 Segue alguns links para leitura:

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8 de agosto de 2014

Começa a valer hoje multa para patrão que não assinar carteira de doméstica.

A partir de hoje (7), a informalidade do trabalhador doméstico pode resultar em multa de até R$ 805,06 para o patrão. A previsão está na Lei 12.964/14.  Segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad) 2012, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 6,35 milhões de domésticos no Brasil, 4,45 milhões (70% da categoria) são informais.

O Ministério do Trabalho fará a fiscalização por meio de denúncias. Para fazer uma denúncia, o trabalhador, um parente ou pessoa próxima deve procurar uma unidade regional do ministério – Agência do Trabalhador, Delegacia do Trabalho, Superintendência Regional do Trabalho – onde terá de preencher um formulário com os dados do empregador. O patrão será notificado a comparecer a uma Delegacia do Trabalho para prestar esclarecimentos. “Caso o empregador não compareça, a denúncia será encaminhada ao Ministério Público do Trabalho para que tome as providências cabíveis”, garantiu o coordenador-geral de Recursos, da Secretaria de Inspeção do Trabalho, Roberto Leão.

Segundo ele, não haverá fiscalização nas residências. “Em momento nenhum a gente vai fiscalizar a casa das pessoas. De acordo com o Artigo 5º da Constituição Federal, o lar é inviolável. As pessoas não podem ingressar a não ser que tenham autorização judicial”, esclareceu à Agência Brasil.

Para Leão, a existência de multa tem grande caráter pedagógico. “A partir do momento em que existe uma penalidade que pode ser aplicada ao patrão, isso é um incentivo para que as pessoas regularizem a situação porque até agora isso não existia. Até agora, o único risco que existia ao empregador era o trabalhador ingressar em juízo. A gente entende que isso incentiva a formalização dos vínculos”, avalia.

De acordo com o presidente do Instituto Doméstica Legal, Mário Avelino, a expectativa é que o número de formalizações aumente de 10% a 15%, já que a informalidade “vai ficar mais cara”. Segundo ele, o  fato de a multa começar a vigorar já “quebra a espinha de uma cultura patriarcal”.  “A lei trabalhista doméstica sempre foi [benéfica] para o patrão. A lei determina o direito, mas não [prevê casos em] que ela for descumprida, por isso a informalidade é tão alta”, lembra.

“O registro das informações na carteira é obrigatório, mesmo nos casos em que o profissional esteja em período de experiência”, explica o advogado trabalhista Cristiano Oliveira. Ainda segundo ele, se a pessoa trabalha pelo menos três dias por semana para uma família, precisa ser registrada dentro das normas. São considerados trabalhadores domésticos, cuidadores, auxiliares de limpeza, cozinheiras, jardineiros, motoristas e caseiros e babás, entre outros.

A lei que determina a punição por falta de registro não faz parte da chamada PEC das Domésticas, emenda constitucional que igualou os direitos dos empregados domésticos aos dos demais trabalhadores, promulgada em abril do ano passado. Entretanto, é considerada mais uma conquista dos trabalhadores já que pressiona os patrões a formalizar a situação dos domésticos. Vários dos direitos previstos na PEC das Domésticas ainda não foram regulamentados. Trabalhadores domésticos e defensores da categoria reclamam da demora para a consolidação de direitos considerados fundamentais como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), salário-família e seguro-desemprego. Com o ano eleitoral, a expectativa é que a regulamentação, parada na Comissão Especial do Congresso Nacional que trata do assunto, só saia no ano que vem.

Fonte: Agência Brasil, por Karine Melo, 07.08.2014


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Audiência pública debate revisão da NR-1

 

Evento será realizado no dia 20 de agosto no auditório da FUNDACENTRO (SP)

Brasília, 05/02/2014 - O Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho da Secretaria de Inspeção do Trabalho (DSST/SIT) e a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro) realizam no dia 20 de agosto, audiência pública referente à proposta de revisão da Norma Regulamentadora nº 1(NR-1) que passará a abordar as questões de Prevenção em Segurança e Saúde no Trabalho.

O objetivo é promover o debate com especialistas, representantes governamentais, de trabalhadores e de empregadores, permitindo ampla participação da sociedade no processo de elaboração/revisão do regulamento.

O coordenador-geral de Normatização e Programas do Ministério do Trabalho e Emprego, Rômulo Machado e Silva, explica que após o planejamento realizado pela Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP), o processo de revisão da NR-1 iniciou-se por meio de um Grupo de Estudo Tripartite que debateu diversos pontos relacionados a Prevenção em SST. Na sequência, o grupo de trabalho formado por representantes de governo (MTE e FUNDACENTRO) elaborou e submeteu à consulta pública a proposta de texto básico para receber sugestões de toda a sociedade. Após o fim do período de consulta pública, as contribuições serão apreciadas por um Grupo de Trabalho Tripartite, que será responsável por elaborar a proposta final de regulamentação.

As propostas de texto básico de revisão encontram-se disponíveis para consulta no link: http://portal.mte.gov.br/seg_sau/consultas-publicas.htm e as contribuições podem ser encaminhadas ao MTE  até o dia 25 de setembro, por via postal (Esplanada dos Ministérios – Bloco “F” - Anexo “B” - 1º Andar - Sala 107 - CEP 70059-900 - Brasília/DF) ou e-mail (normatizacao.sit@mte.gov.br).

A Audiência Pública será realizada no Auditório da Fundacentro/SP, situado na Rua Capote Valente nº 710, Pinheiros. Os interessados poderão se inscrever para participar do evento por meio da página da Fundacentro (http://www.fundacentro.gov.br/cursos-e-eventos/inicio), as vagas são limitadas.

A participação na audiência pública será ampliada a todos os estados onde a Fundacentro possui sede e será transmitida por meio de videoconferência para o estado de Pernambuco, Bahia, Pará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

 Fonte:
Ministério do Trabalho e Emprego
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6 de agosto de 2014

Estudante cria folha sintética capaz de produzir oxigênio



Uma folha biológica sintética capaz de criar oxigênio. Essa é a criação do estudante Julian Melchiorri, do Royal College of Art, no Reino Unido. A invenção pode ser útil em viagens espaciais e ainda ajudar a melhorar a qualidade do ar na Terra. Melchiorri desenvolveu o projeto em conjunto com a Universidade Tufts, nos Estados Unidos. A folha, chamada de Silk Leaf, é feita com proteínas de seda, que são resistentes a viagens espaciais.

Silk Leaf ou folha biológica sintética

Os cloroplastos, que permitem a fotossíntese nas plantas, também fazem parte do material. Como as folhas de uma planta natural, a Silk Leaf precisa de luz e água para liberar oxigênio.
Segundo Melchiorri, o material absorve água e CO2, e produz energia assim como as plantas naturais. Como a luta por oxigênio no espaço é um dos principais empecilhos para a exploração espacial, a criação é uma ótima notícia. Além de atender as demandas de respiração dos astronautas, a Silk Leaf pode ajudar os primeiros colonos de Marte.

Silk Leaf ou folha biológica sintética

O material também poderia ser usado em fachadas de edifícios e sistemas de ventilação no interior para gerar oxigênio.
Seria possível absorver o ar de fora da construção, que, ao passar por filtros biológicos, levaria o oxigênio para dentro dos prédios.



Julian Melchiorri

Simulação de como poderá ser o uso da folha biológica sintética em prédios
 
 
Assista a um vídeo sobre a Folha Biológica Sintética ( Silk Leaf )



Fonte: Info

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5 de agosto de 2014

Incêndio de grandes proporções em área verde em Americana-SP


 

Situação lastimável em nossa região, o incêndio destruiu grande área verde com isso é incalculável o tamanho do prejuízo para o meio ambiente.

Um incêndio de grandes proporções em uma área verde na região do bairro Vila Bertini III, em Americana, provocou na tarde desta segunda-feira (04-08) a evacuação de uma empresa de sorvetes localizada no bairro. Um funcionário passou mal com a fumaça e precisou de atendimento médico. Pelo menos três brigadas de incêndio das empresas próximas à área atingida precisaram auxiliar no combate ao fogo junto com bombeiros e funcionários da Prefeitura.


 
O incêndio começou no final da manhã e chamou a atenção por conta da fumaça negra que podia ser vista a quilômetros de distância. Moradores ouvidos pelo reportagem do O LIBERAL relataram que o fogo teria surgido em uma área de vegetação do bairro Residencial Jaguari - o que não foi confirmado pelas autoridades. Por conta da baixa umidade do ar e dos ventos, o incêndio se alastrou rapidamente pela mata que fica no fundo das empresas Skimoni, Goodyear e Greiner Bio-One.


Pelo menos três brigadas de incêndio das empresas próximas à área atingida precisaram auxiliar no combate ao fogo junto com bombeiros.


O tamanho da área atingida não foi informado. Em nota, a Defesa Civil de Americana afirmou apenas que o fogo atingiu um "raio de 3 quilômetros" a partir da Vila Bertini. No local, a reportagem do LIBERAL observou áreas queimadas desde o Residencial Jaguari até a Rodovia Anhangüera (SP-330), nas proximidades da Goodyear, que chegou a ficar coberta pela fumaça.


Veja a matéria na integra  CLIQUE AQUI

Fonte e Créditos: Marcelo Rocha / O Liberal


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4 de agosto de 2014

Qual a diferença entre Negligência, Imprudência e Imperícia ?



Essa é uma duvida bastante comum entre os estudantes e os recém formados em segurança do trabalho, nem sempre conseguem diferenciar cada uma das situações.
Vamos levar um pouco mais de informação para resolver essa duvida e aí sim podermos dizer com certeza qual é cada uma dessas situações.

Qual a diferença entre elas?

Negligência:
Na negligência, alguém deixa de tomar uma atitude ou apresentar conduta que era esperada para a situação. Age com descuido, indiferença ou desatenção, não tomando as devidas precauções.
Ex: O Trabalhador ou o Empregador que não cumpre as normas preventivas de segurança e saúde do trabalho.

Imprudência:
A imprudência, por sua vez, pressupõe uma ação precipitada e sem cautela. A pessoa não deixa de fazer algo, não é uma conduta omissiva como a negligência. Na imprudência, ela age, mas toma uma atitude diversa da esperada.
Ex: Operador de empilhadeira que transita pelas áreas internas e externas da empresa acima do limite de velocidade máxima permitida.

Imperícia:
Para que seja configurada a imperícia é necessário constatar a inaptidão, ignorância, falta de qualificação técnica, teórica ou prática, ou ausência de conhecimentos elementares e básicos da profissão.
Ex: O empregado que exerce a função de motorista em uma determinada empresa, sem possuir a CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

Resumindo

1) negligência: desleixo, descuido, desatenção, menosprezo, indolência, omissão ou inobservância do dever, em realizar determinado procedimento, com as precauções necessárias;
2) imperícia: falta de técnica necessária para realização de certa atividade;
3) imprudência: falta de cautela, de cuidado, é mais que falta de atenção, é a imprevidência a cerca do mal, que se deveria prever, porém, não previu.


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Combata a Dengue

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/dengue


Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue é uma doença viral que se espalha rapidamente no mundo. Nos últimos 50 anos, a incidência aumentou 30 vezes, com ampliação da expansão geográfica para novos países e, na presente década, para pequenas cidades e áreas rurais. É estimado que 50 milhões de infecções por dengue ocorram anualmente e que aproximadamente 2,5 bilhões de pessoas morem em países onde a dengue é endêmica.

Na região das Américas, a doença tem se disseminado com surtos cíclicos ocorrendo a cada 3/5 anos. No Brasil, a transmissão vem ocorrendo de forma continuada desde 1986, intercalando-se com a ocorrência de epidemias, geralmente associadas com a introdução de novos sorotipos em áreas anteriormente indenes ou alteração do sorotipo predominante. O maior surto no Brasil ocorreu em 2013, com aproximadamente 2 milhões de casos notificados. Atualmente, circulam no país os quatro sorotipos da doença.

Vamos Combater a Dengue, cada um fazendo sua parte com certeza eliminaremos o mosquito.

Fonte e mais informações:
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/dengue

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Sinalização de segurança na Construção Civil


É de grande importância a sinalização de segurança para a construção civil, com ela podemos reduzir bastante o índice de acidentes conscientizando o trabalhador dos riscos que ele corre, dos epis que deve usar, dos locais permitidos ou não, do uso de objetos, entre outros. A Sinalização de Segurança deve ser lembrada a cada DDS que for realizado para que o trabalhador nunca ignore as mensagens que ela trás.

Qual é a importância da sinalização de segurança nos locais de trabalho?

A importância da sinalização de segurança nos locais de trabalho é, sem dúvida, uma das medidas mais importantes de prevenção dos riscos profissionais, uma vez que estimula e desenvolve a atenção do trabalhador para os riscos a que está exposto, e permite-lhe recordar as instruções e os procedimentos adequados em situações de risco.

O que é sinalização de segurança?

Entende-se por sinalização de segurança aquela sinalização que está relacionada com um objeto, uma atividade ou uma determinada situação, suscetíveis de provocar determinados perigos para o trabalhador.Esta sinalização fornece uma indicação relativa à segurança no trabalho, através de uma placa com forma e cor característica, de um sinal luminoso, de um sinal acústico, ou através da comunicação verbal ou gestual.

Qual é o objetivo da sinalização de segurança?

A sinalização tem por objetivo alertar sobre a existência de perigo que possa expor o trabalhador e/ou patrimônio (equipamentos e edifícios) ao risco de danos físicos. Por isso precisa ser posicionada onde possa ser visualizada sem a necessidade de iluminação e ser de fácil identificação e distinção.

Qual deve ser a prioridade de um projeto de sinalização de segurança?

A prioridade de um projeto de sinalização é a de transmitir para os trabalhadores, de forma resumida, clara e objetiva, as informações desejadas. Existe sinalização cuja função é orientar, indicar o caminho a ser percorrido pelo usuário ao seu destino. Trata-se, em suma, de uma sinalização orientadora, a exemplo da sinalização de um aeroporto, de uma rodoviária, etc. Outro tipo de sinalização tem a tarefa de alertar, em face de uma situação de risco. Poderíamos denominá-la de sinalização preventiva, pois permite ao trabalhador evitar a ocorrência de um possível acidente.
A sinalização bem planejada e executada é uma forma eficiente de prevenir acidentes no ambiente de trabalho.  O objetivo de uma sinalização é chamar a atenção e comunicar a existência de uma fonte de risco e de perigo. Para sinalizar com objetividade, eficácia e clareza, são utilizados recursos auxiliares de fundamental importância como pictogramas (sinal ou símbolo) e as cores.  Os pictogramas obedecem ao sistema internacional padronizado de pictogramas, aceitos no mundo inteiro, para comunicar perigos e ações sem o uso das palavras, facilitando a compreensão e memorização.

O que é uma sinalização ou cor de segurança?

Sinalização de segurança é uma sinalização que, relacionada com um objeto ou uma situação determinada, fornece uma indicação relativa à segurança por meio de uma cor ou de um sinal de segurança;
Cor de segurança é uma cor à qual é atribuído um significado determinado, relacionado com a segurança.

Quais requisitos devem ser considerados no desenvolvimento de um símbolo de segurança?
  •     Possuir contornos fortes para atrair a atenção;
  •     Ser simples e de fácil entendimento;
  •     Ser completo e não em parte;
  •     Não possuir duplo sentido;
  •     Ser simétrico, se possível.

Há riscos nos canteiros de obras da construção civil?

Apesar de existirem normas e estudos sobre a sinalização de segurança e sua aplicação, na verdade o que percebemos nos canteiros de obra é a ausência de elementos gráficos indicadores de perigo. Assim temos uma combinação perigosa entre a negligência e a falta de consciência, em um ambiente onde os níveis de risco e os índices de acidentes são elevados. Por exemplo, uma pratica errônea é o transporte de peso em excesso, o qual ao longo do tempo poderá causar problemas na coluna.  

Aqui vão alguns riscos do canteiro de obras da construção civil:

  • 01 - Fogo;
  • 02 - Andaimes sem segurança;
  • 03 - Plataformas de trabalho sem segurança;
  • 04 - Poços / beiradas abertas;
  • 05 - Equipamento elétrico e cabos sem segurança;
  • 06 - Escavações sem segurança;
  • 07 - Plataforma de carga sem segurança;
  • 08 - Atingidos por corpos estranhos;
  • 09 - Queda de objetos
  • 10 - Escoramento estrutural sem segurança;
  • 11 - Empilhadeiras ou equipamentos de guindar sobrecarregados;
  • 12 - Guindastes sem segurança;
  • 13 - Operação de elevação sem segurança;
  • 14 - Trabalho em altura sem segurança;
  • 15 - Uso de maquinas sem proteção;
  • 16 - Acessos inseguros.
                                    
Quais os tipos de sinalizações visuais utilizadas na construção civil?

  • Sinalização de perigo: para sinalizar unicamente perigos específicos.                                              
  • Sinalização de precaução: identifica possíveis perigos ou práticas inseguras.                        
  • Sinalização de instrução de segurança: informações sobre prática segura de ordem geral. Nos locais onde, temporária ou permanentemente, os pavimentos tenham, por exemplo, saliências (tubos, cavilhas, parafusos) ou depressões (aberturas nos pavimentos, lombas, sulcos) será necessário recorrer a este sinal, caso não sejam possíveis outras formas de apontar tais perigos.

Nos locais que, devido à sua funcionalidade, não podem comportar guarda-corpos ou barreiras devem ser sinalizados, nomeadamente os cais de carga e descarga, as rampas e os alçapões.
Sempre que exista risco de queda de materiais, deverá utilizar-se o sinal abaixo. No caso de gruas de funcionamento programado, não basta delimitar as zonas de operações. Nesses trabalhos, como não existe uma pessoa a comandar os movimentos, devem ser tomadas precauções impedindo o acesso a essas zonas. Deverá também ser utilizado noutros locais onde funcionam cadeias sem-fim de transporte de peças, nomeadamente na construção civil, matadouros e indústria automóvel.

Embora o símbolo do sinal abaixo represente um carro transportador com condutor, deverá aplicar-se a todos os veículos utilizados, com ou sem motor, sendo certo que os maiores riscos derivam dos motorizados. Será utilizado prioritariamente nos cruzamentos das vias onde estes carros se movimentam ou onde a visibilidade é reduzida. Recomenda-se também o uso em certas empresas que utilizam veículos sem condutor, embora possuindo dispositivos suplementares de segurança como paragem frente a obstáculos.
Deve-se usar cintos de segurança em atividades ou locais de trabalho como montagem de pré-fabricados, trabalhos em andaimes e em postes. 

Quais são os principais sinais de segurança?

  • Cor de segurança - cor à qual é atribuído um determinado significado.
  • Placa - o sinal que combina uma forma geométrica core e um símbolo ou pictograma, visando fornecer uma indicação cuja visibilidade deva ser garantida por iluminação adequada.
  • Placa adicional - placa utilizada em conjunto com outra placa e que fornece indicações complementares a esta.
  • Símbolo ou pictograma - a imagem que descreve uma situação ou impõe um determinado comportamento e que é utilizada numa placa ou superfície luminosa.
  • Sinal acústico - o sinal sonoro codificado, emitido e difundido por um dispositivo específico, sem recurso à voz, humana ou sintética.
  • Sinal de aviso - o sinal que adverte de um perigo ou de um risco.
  • Sinal gestual - o movimento, uma posição dos braços ou das mãos, ou qualquer combinação entre eles, que, através de uma forma codificada, oriente a realização de manobras que representem risco/ perigo para os trabalhadores.
  • Sinal de indicação - o sinal que fornece indicações não abrangidas por sinais de proibição, aviso, obrigação e de salvamento ou de socorro.
  • Sinal luminoso - o sinal emitido por um dispositivo composto por materiais transparentes ou translúcidos, iluminados a partir do interior ou pela retaguarda, de modo a transformá-lo numa superfície luminosa.
  • Sinal de obrigação - o sinal que impõe certo comportamento.
  • Sinal de proibição - o sinal que proíbe um comportamento.
  • Sinal de salvamento ou de socorro - o sinal que dá indicações sobre saídas de emergência ou meios de socorro ou salvamento.
  • Sinalização de segurança e de saúde - a sinalização relacionada com um objeto, uma atividade ou uma situação determinada, que fornece uma indicação ou uma prescrição relativa à segurança ou a saúde no trabalho, ou a ambas, por intermédio de uma placa, uma cor, um sinal luminoso ou acústico, uma comunicação verbal ou um sinal gestual.

Quais são os significados e aplicações das cores na sinalização?

Para se compreender o sinal de segurança rapidamente ou com um simples olhar e sem confusão possível, os sinais têm pictogramas e cores diferentes consoantes o seu significado.


Qual a legislação aplicável na utilização da sinalização de segurança?

A Norma Regulamentadora NR-26 - Sinalização de Segurança - tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes, identificando os equipamentos de segurança, delimitando áreas, identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases e advertindo contra riscos.
Outro instrumento legal que se refere ao assunto é o Decreto Lei nº 141, de 14 de Junho de 1995. Que estabelece Normas Técnicas de execução. Colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho.

Deixo aqui alguns Links para leitura:




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