20 de março de 2016

Laudo de Aterramento Elétrico - NR10




O Laudo de Aterramento Elétrico deve ser elaborado em toda empresa, afim de garantir as condições elétricas do local excluindo assim a possibilidade de um possível acidente ou perda patrimonial decorrente de uma falha elétrica.

Esse laudo é solicitando nas inspeções ou fiscalizações realizadas por órgãos competentes como Ministério do Trabalho e também pelo corpo de bombeiros em tramite de regularização de AVCB.

Vou detalhar um pouquinho sobre esse Laudo, falar do seu objetivo e o levantamento das condições elétricas. Lembrando que esse é mais um dos tantos laudos que nós aqui do Grupo Alpha Seg elaboramos.

 


Objetivo 
É estabelecer prescrições e procedimentos de segurança que devem ser observados conforme a NR 10 - Segurança em Instalações Elétricas, da ABNT – NBR 5410 Segurança em Instalações Elétricas de Baixa Tensão e NBR 14039 Segurança em Instalações Elétricas de Média Tensão.

A finalidade do levantamento é a verificação e a avaliação das condições elétricas dos aterramentos elétricos dos equipamentos e painéis elétricos da empresa, canteiro de obra etc... concluindo pelo cumprimento das normativas abaixo descritas. Tais verificações seguem as recomendações, incluindo o exame dos seguintes aspectos:

a) Medidas de proteção contra contatos diretos;
b) Identificação e ligações do fio terra;
c) Verificação de tensão de contato;


Aterramento elétrico

Toda instalação ou peça condutora que não faça parte dos circuitos elétricos, mas que, eventualmente, possa ficar sob tensão, deve ser aterrada.
O aterramento é uma instalação imperativa em todos os equipamentos e sistemas elétricos visando, sobretudo dar segurança aos usuários. Mas, além desta finalidade de oferecer segurança contra choque elétrico aqueles que utilizam aparelhos elétricos, o aterramento tem outras finalidades importantes como proporcionar melhor performance à operação de sistemas elétricos, definir valores de tensão em relação à terra, bem como dissipar a energia de descargas elétricas atmosféricas.

O objetivo de um aterramento é sempre estabelecer, nos sistemas a ele conectados, um mesmo potencial comum de referência, no caso, o da terra, admitido como potencial zero. Em um sistema de geração, transmissão ou distribuição, o aterramento evita flutuações de tensão entre as fases de um sistema e a terra.

Conforme norma regulamentadora NR10 no capitulo 10.2.8 – Medidas de proteção coletiva e parágrafo 10.2.8.3.

10.2.8.3 - O aterramento das instalações elétricas deve ser executado conforme regulamentação estabelecida pelos órgãos competentes e, na ausência desta, deve atender às Normas Internacionais vigentes.


Após todas essa elaboração e avaliações e levantamentos feitos, deve-se montar o laudo e recolher ART - Anotação de Responsabilidade Técnica ( Laudo esse que o Engenheiro Eletricista e de Segurança do Trabalho deve fazer ).

Bons Estudos!


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12 de março de 2016

Habitabilidade em Container Marítimo - NR18



Os containers marítimos nos auxiliam muito, quando precisamos mudar o layout da empresa e melhorar nosso maquinário ou aumentar a produção, normalmente adicionamos maquinas novas e essas maquinas são geralmente importadas, sendo assim tem que ser transportadas em container marítimo e assim chegam até o porto e do porto até a empresa.

Esses containers também são muito usados nos canteiros de obras, como escritório, onde são equipados com bebedouro e ar condicionado, servem também como almoxarifado, vestiários e banheiros daí o nome habitabilidade em container e para que os container marítimos possam entrar na empresa ou ser utilizado no canteiro de obras nós devemos ter o Laudo de Habitabilidade de Container.

Vou detalhar um pouquinho sobre esse Laudo, falar do seu objetivo e dos agentes de riscos que são avaliados. Lembrando que esse é mais um dos tantos laudos que nós aqui do  Alpha Seg Treinamentos em Segurança do Trabalho elaboramos.



Objetivo

A elaboração do Laudo Técnico de Habitabilidade para Contêineres Marítimo (certificando a ausência de Riscos Físicos, Químicos e Biológicos), conforme Portaria n° 30, baixada pelo MTE em 13/12/00, que acrescenta o item da NR 18.4.1.3.2 como segue:

“18.4.1.3.2 Tratando-se de adaptação de contêineres, originalmente utilizados no transporte ou acondicionamento de cargas, deverá ser mantido no canteiro de obras, à disposição da fiscalização do trabalho e do sindicato profissional, laudo técnico elaborado por profissional legalmente habilitado, relativo à ausência de riscos químicos, biológicos e físicos (especificamente para radiações) com a identificação da empresa responsável pela adaptação.”


Agentes Avaliados e Metodologia Empregada

Para cada agente a ser avaliado empregaremos a metodologia mais apropriada, sempre com o intuito de atender às regulamentações atualmente em vigor, ou seja, os Anexos da NR 15 da Portaria 3214/78 e alterações, baixadas pelo MTE, além dos órgãos internacionais de pesquisa e normalização de saúde e segurança do trabalho, higiene ocupacional e ambiental.


Agentes Físicos

Conforme o item da norma regulamentadora supracitada será avaliado o agente radiação ionizante com a utilização de radiômetro digital calibrado para as ondas alfa, beta e gama.
Os resultados serão planilhados e comparados com os limites de tolerância nacionais e internacionais responsáveis pelo assunto (como exemplo, CNEN e ACGIH).


Agentes Químicos e Biológicos

Para os agentes químicos e biológicos serão realizadas avaliações qualitativas, com o intuito de se verificar a existência ou não de resíduos químicos ou biológicos que por ventura possam vir a comprometer a saúde e a segurança de futuros ocupantes.

Para a realização desta inspeção, pode ser necessária, a pedido do perito, a abertura de algum compartimento para que se tenha acesso para melhor visualização. Este processo pode ser, em alguns casos, destrutivo, ficando a cargo da empresa contratante os meios para se efetuar estas aberturas e o custo para reparo.

A critério do perito, podem ser solicitas avaliações quantitativas de agentes potencialmente prejudiciais à saúde, tanto químico quanto biológico, cujo custo ficará a cargo da empresa contratante. Além do que, caso estas avaliações sejam necessárias, o Laudo de Liberação só será emitido após o recebimento destes resultados.

Após todas essa elaboração e avaliações feitas, deve-se montar o laudo e recolher ART - Anotação de Responsabilidade Técnica ( Laudo esse que o Engenheiro de Segurança do Trabalho deve fazer ) aí sim poderemos afirmar se existia ou não alguns dos riscos como Radiações Ionizantes ou Riscos Químicos e Biológicos.

Bons Estudos!



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Espaços Confinados - NR33



O que é?  Onde encontro? Quais os Riscos?

Pois bem essas são algumas das perguntas mais comuns quando nos deparamos com um espaço confinado.

Realmente não é uma tarefa fácil trabalhar em um espaço confinado e muito menos ser responsável por uma liberação de trabalho. Sendo assim vou passar algumas informações pertinentes a esses locais de grande risco - Lembrando que para quem já tem vivencia em indústrias isso não é um assunto novo, mas temos muitas empresas que desconhecem ou "fazem de conta" que não sabem da existência desses locais e não aplicam seus dispositivos e ferramentas de segurança para garantir a integridade de seus colaboradores.

O que é Espaço Confinado?

Local não projetado para permanência humana continua, com restrições de entrada e saída e ventilação insuficiente para remoção de contaminantes que possam existir ou se desenvolver.

Onde encontro o tal Espaço Confinado?

Hoje em dia todo ramo de atividade já possui espaços confinados, seja eles para guardar alguma coisa ou equipamento ou mesmo como porões ou maquinários.

Eles estão em:

Indústria de Papel e Celulose, Indústria Gráfica, Indústria Alimentícia, Indústria da Borracha de Couro e Têxtil, Indústria Naval e Operações  Marítimas, Indústrias Químicas e Petroquímicas, Construção Civil, Agua e Esgoto, Telefonia entre outros.

Quais os Risco?

Os riscos nos espaços confinados sempre se potencializam devido estarem sempre bem concentrados. Temos todos os tipos de riscos nesses locais e é de grande importância executar uma APR - Analise Preliminar de Risco para identificar, quantificar e mitigar ou neutralizar os mesmo.

Riscos mais comuns
  • Risco de Atmosferas IPVS - Imediatamente Perigosa a Vida e Saúde ( Inflamáveis, Explosivas, Tóxicas );
  • Poeiras Combustíveis ( em cilos de grãos );
  • Intoxicação;
  • Asfixia;
  • Infecções por agentes biológicos;
  • Afogamentos;
  • Soterramentos;
  • Quedas;
  • Aprisionamento;
  • Engolfamento;
  • Choques elétricos entre outros que são decorrentes das planta de trabalho.

Pelo mesmo devemos fazer as medições ambientais sempre com grande critério de responsabilidade e seriedade.
Devido à densidade dos gases devemos fazer varias medições atmosféricas para garantir a qualidade do ar que os trabalhadores irão respirar.

Sendo que:

O potencial de risco na atmosfera, possui atmosfera com deficiência de O² (menos de 19,5%) ou excessos de O² (mais de 22%).
Como sabemos o mínimo permissível para a respiração segura é de 19,5% de O². Teores abaixo deste podem causar problemas de descoordenação (15 a 19%), respiração difícil (12 a 14%), respiração bem fraca (10 a 12%), falhas mentais, inconsciência, náuseas e vômitos (8 a 10%), morte após 8 minutos (6 a 8%) e coma em 40 segundos (4 a 6%).
Lembramos que os gases considerados asfixiantes simples, deslocam o oxigênio e, por consequência tornam o ambiente impróprio e perigoso para a respiração. Dessa forma, antes de entrarmos no interior do espaço confinado devemos monitorá-lo e garantirmos a presença de oxigênio em concentrações na faixa de 19,5 e 22%.

Quais as Medidas de Segurança ou Medidas de Controle a Empresa deve tomar antes de uma entrada em Espaços Confinados?

Para que exista segurança realmente nos trabalhos em espaços confinados deve-se ter uma gestão de segurança em espaços confinados e para isso precisamos de:
  • Plano de Gestão de Espaços Confinados;
  • Procedimento de Entrada Segura em Espaços Confinados;
  • PET - Permissão de Entrada e Trabalho em Espaço Confinado;
  • APR - Analise Preliminar de Risco;
  • Plano de Resgate;
  • Treinamento adequado para ( Trabalhador Autorizado e Vigia de Espaço Confinado, Supervisor de Entrada de Espaços Confinados e Equipe de Resgate de Espaços Confinados );
    Sinalização de Segurança adequada a Espaços Confinados;
  • Treinamento adequado de Primeiros Socorros e Resgate em Locais Confinados;
  • Treinamento adequado de Combate a Incêndio em Locais Confinados;
  • Treinamento adequado em Produtos Perigosos, Proteção respiratória entre outros.
  • Equipamentos de Proteção Individual adequados ( capacetes, botas, luvas, óculos etc...);
  • Equipamentos de Proteção Coletiva adequados ( Escadas apropriadas, guarda corpo, Sistema de alarme e emergência, etc...);
  • Equipamentos de Monitoramento ( Multigas, Oxímetro, Explosimetro etc... );
  • Equipamentos para Entrada Segura ( Equipamentos de Proteção Respiratória ( EPR ), Sistema de Ar Mandado com Compressor, Mascaras de Fuga e escape, Cabos guia - Linha de Vida, Cinto de Segurança, Talabarte, Trava Quedas, Insuflador e exaustor de ar, etc...);
  • Equipamentos de Resgate ( Tripé de Resgate ou Monopé, Prancha Rígida e Maca Envelope, Kit completo para Primeiros Socorros, Cordas, mosquetes, Fitas de ancoragem, polias simples e duplas, etc...);
  • Equipamentos Intrínseco ( Lanternas e rádios comunicadores a prova de explosão e monitoradores de ambiente blindados, ( Ex-i e EX-d ) etc... ); 

 


Enfim, a lista ainda pode crescer bastante, pois tudo o que está aqui se aplica aos trabalhos em espaços confinados e então cada empresa deve se adequar com o que lhe é conveniente.

Sinalização de Segurança e Advertência

A sinalização de advertência para Espaços confinados é muito importante, deve ser aplicada a todos os espaços confinados depois de se fazer a gestão onde iremos catalogar cada espaço confinado da empresa com sua medida, riscos, medidas de controle, rastreabilidade e sinalização adequada.

 

Mas nada disso será tão bem aproveitado se não houver capacitação daqueles que forem desempenhar as atividades, sejam eles: Engenheiros, Técnicos de Segurança, Gerente, líder de Área ou o próprio trabalhador.

É necessário que seja feito os treinamentos pertinentes a NR33 que são:

Trabalhador Autorizado e Vigia de Espaço Confinado;
Supervisor de Entrada em Espaço Confinado;
Equipe de Regaste em Espaço Confinado;  cada um tem sua carga horária distinta e deve ser seguida a risca, esses treinamentos capacitam o trabalhador a reconhecer e controlar os riscos, interpretar e preencher uma PET e também  a atender a emergências em espaços confinados.


Vou deixar aqui o link para Download Grátis de um Pack com alguns arquivos relacionados a Gestão de Espaços Confinados.

Programa de Gestão de Espaços Confinados;
Procedimento Segurança do Trabalho para Área Confinada;
PET Espaço Confinado;
ART e Permissão de Trabalho.

pack



Segue 2 vídeos para melhor entendimento






Bom, assunto de Espaço Confinado é bem extenso, vamos deixar para falar dele em outro artigo.
Caso tenha gostado e deseja saber mais, deixei seu comentário.

Bons Estudos!

Fonte dos Vídeos - Sesi Projeto Série 100% Seguro
 
ABNT Espaços Confinados:
NBR 14606 - Postos de Serviço - Entrada em Espaço Confinado;
NBR 14787 - Espaço Confinado - Prevenção de Acidentes, Procedimentos e Medidas de Proteção.
NR Espaço Confinado
NR33 - Saúde e Segurança nos Espaços Confinados.


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Dengue, Chikungunya e Zika

 


A única forma de prevenção é acabar com o mosquito, mantendo o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros. 

Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser adotadas principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. 

Mosquiteiros proporcionam boa proteção pra aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos).



Saiba mais - Fonte: http://combateaedes.saude.gov.br/


 
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8 de março de 2016

Obrigatoriedade de Treinar



Essa semana recebi uma pergunta incomum, mas não sem importância. Me perguntaram se a empresa é obrigada a treinar o funcionário e se ele o funcionário é obrigado a participar do treinamento?

Pois bem, a resposta para as duas perguntas é SIM, a empresa tem por obrigação treinar seus funcionário e SIM o funcionário é obrigado a participar do treinamento oferecido.

A empresa não treina seus funcionários simplesmente por ela acha bonito, ele tem uma série de normas que a obriga a apontar os riscos inerentes do trabalho, do processo industrial, enfim, os riscos aos quais qualquer funcionário da empresa está sujeito.

E o funcionário é obrigado a participar dos treinamentos para adquirir instrução sobre os riscos aos quais ele está sujeito e as formas de minimizar ou mitigar esses riscos e a forma de adquirir o conhecimento necessário é participando ativamente dos treinamentos.

Bom, tudo parece ser tão duro, tudo é obrigado a ser feito, vou apontar pela só algumas normas que nos diz que devemos treinar e receber treinamento.
   
Link para as normas regulamentadoras para quem quiser fazer uma pesquisa. 
nr
  
A CLT - Consolidação das Leis do Trabalho diz o seguinte:

Transcrição da CLT
Art. 157 – Cabe às empresas:
I – cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho;
II – instruir os empregados, através de ordens de serviço, quanto às precauções a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais;

Art. 158 – Cabe aos empregados
I – observar as normas de segurança e medicina do trabalho, inclusive as instruções de que trata o item II do artigo anterior;
Il – colaborar com a empresa na aplicação dos dispositivos deste Capítulo.

Art. 482 - Punição
Art. 482 – Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador:
e) desídia no desempenho das respectivas funções;
h) ato de indisciplina ou de insubordinação;

No Artigo 157 a CLT diz que temos que instruir os funcionários e no Artigo 158 ela diz que funcionário de observar as normas de segurança e colaborar com a empresa no cumprimento das normas.
No Art. 482 ela diz que quando o funcionário recebe ordem para treinar e não o faz o mesmo poderá ser punido, enquadrado como Insubordinação.

Mas vamos entender que a empresa sendo obrigada a treinar seus funcionários ela deve faze-lo dentro do horário de trabalho ou quando pagar horas extras para tal.

Só para deixar claro, as punições por Insubordinação seguem sempre o mesmo padrão:
1-Advertencia Verbal;
2-Advertencia por Escrito;
3-Demissão por Justa Causa.


Transcrição da NR1 - Disposições Gerais

1.7. Cabe ao empregador:
Informar aos trabalhadores:
I.os riscos profissionais que possam originar-se nos locais de trabalho;
II.os meios para prevenir e limitar tais riscos e as medidas adotadas pela empresa;

1.8. Cabe ao empregado:
a) cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde do trabalho, inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador;

Aqui no Item 1.7 deixa bem claro a obrigação que tem a empresa em informar ao trabalhador os riscos aos quais o trabalhador está sujeito.
A empresa pode levar essas informações de algumas formas, mas a que mais conscientiza são os Treinamentos.

Já no Item 1.8 diz que o trabalhador deve cumprir com o que diz a Norma, deve receber as instruções e informações que a empresa passar para apontar os riscos e as formas de controle na sua atividade laboral.

A NR09 - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais também nos cobra o treinamento:
Transcrição da NR09
9.5.2 Os  empregadores  deverão  informar  os  trabalhadores  de  maneira  apropriada  e  suficiente  sobre  os  riscos ambientais que possam originar-se nos locais de trabalho e sobre os meios disponíveis para prevenir ou limitar tais riscos e para proteger-se dos mesmos.

Isso quer dizer: A empresa deve informar ao funcionário de forma apropriada sobre os riscos existentes e o funcionário deve receber essas informações. A forma mais apropriada é o treinamento.

A NR18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção também nos trás indicação de que se deve treinar:
Transcrição NR18
18.28 Treinamento
18.28.1 Todos os empregados devem receber treinamentos admissional e periódico, visando a garantir a execução de suas atividades com segurança.

A NR18 diz que todos os funcionários devem receber treinamento, seja ele admissional ou periódico para garantir que desempenhe suas atividades com segurança.

Bom, aqui mostrei algumas normas que nos dizem que a empresa deve fornecer o treinamento e o funcionário deve participar.

Para ser mais fácil o entendimento:
Empresa: Empregador, que emprega, que contrata pessoal para serviço assalariado, patrão.
Funcionário: aquele que tem ocupação permanente e retribuída; empregado.

Sendo assim, funcionário seja ele Técnico de Segurança, Engenheiro Eletricista, Assistente Administrativo, Cozinheira, Motorista etc... seja qual for a função desempenhada todos devem receber e participar de treinamentos promovidos pela empresa.

Um situação errônea que acontece frequentemente nas empresas é o empregador pensar que seu técnico de segurança ou engenheiro está capacitado para todas as atividades desempenhadas pela empresa.

Para simplificar e dar maior entendimento, para a produção ( funcionários da produção ) da empresa nós aplicamos os treinamentos referentes ao riscos que aqueles funcionários estão expostos e apontar as medidas de segurança. Já para os funcionários que fazem parte do SESMT por exemplo, Técnico de Segurança, Engenheiro etc... precisamos capacitá-los em suas áreas como: Liberação de Serviços de Risco ( Espaço Confinado, Trabalho em Altura, Serviços com Eletricidade, Escavação etc - Devemos capacitar para fazer as tão famosas Liberações de Trabalhos ( Altura, Espaço Confinado, Serviços com Eletricidade, Movimentação de Cargas), Supervisão de Trabalhos ( Espaços Confinados, Altura, Montagem de Andaimes - quando em grande altura ou locais com riscos de explosão, etc...).

Outro exemplo bem simples que com certeza todos entenderão.

O bombeiro é o profissional que mais tem atribuições e especializações na área de emergência certo? - Sim, está certo.
Se o bombeiro não souber nadar ele não poderá fazer um salvamento na água, correto? - Sim está correto.
Sendo assim ele tem que se capacitar, tem que aprender a nadar ( primeira capacitação ) para depois poder fazer o curso de capacitação e formação de Guarda-Vidas ( Salvamento Aquático ). Depois disso ele estará apto a trabalhar em situações de salvamento e resgate na água.


Todos precisamos de treinamento e o treinamento tem que dar resultados.



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5 de março de 2016

Higiene Ocupacional [ Mini Curso Grátis ]



Sempre ouvimos falar da Higiene Ocupacional, mas nem sempre sabemos exatamente o que é ou para que serve, só sabemos que lá na empresa tem e alguém faz uso, certo?
Pois então, vamos entender o que é a Higiene Ocupacional e para que ela serve.

Para quem está iniciando ou para quem já está na área esse artigo será muito bacana e no final dele deixarei um curso de Higiene Ocupacional em 4 módulos escrito por Mauricio Raposo de Souza, vale a pena.

Então vamos deixar de blá, blá blá e vamos logo ao que interessa.

O que é Higiene Ocupacional?
Higiene ocupacional é responsável por avaliar e analisar os riscos ocupacionais, assim como promover medidas corretivas e preventivas relacionadas ao ambiente de trabalho, assegurando a saúde do trabalhador.

Qual seu Objetivo?

Eliminar ou reduzir os agentes agressivos de natureza química, física ou biológica encontrados no ambiente de trabalho, capazes de acarretar doenças profissionais ou qualquer outro prejuízo a saúde do trabalhador.

Toda e qualquer atividade impõe riscos, os quais denominamos “Riscos Ocupacionais”. Estes riscos podem ser divididos em dois grandes grupos:

Riscos de Acidentes: caracterizado como sendo aqueles cujo contato com uma energia ou substância provocam lesões imediatas. Assim entendidas aquelas em que uma vez estabelecido o contato, conhecemos o resultado na hora. E é uma lesão.
Exemplo.: Ao atritarmos uma superfície cortante contra a nossa pele conhecemos o resultado na hora. É um corte. Estão neste grupo, entre outros :
Choque elétrico; Projeção objetos/produto; Perfurações; Queimaduras; Incêndios/Explosões; etc.
Esse grupo é tratado pela prática da Segurança do Trabalho, e os agentes que o compõem são denominamos de “Agentes Mecânicos”

Riscos de Doenças: Caracterizados por situações de exposição com possibilidades de originarem lesões mediatas. Assim entendidas aquelas em se processa o contato, porém não é possível precisar o momento exato em que se deu a exposição que originou o dano ao estado de saúde do trabalhador.
São exemplos: Ruído/Vibrações; Radiações Ionizantes; Radiações Não Ionizantes; Gases/Vapores; Névoas/Vapores; Poeiras/Fumos; Pressões Anormais; Movimentos Repetitivos; Posturas Inadequadas; Temperaturas Extremas (Calor/Frio); etc.
Esse grupo é de responsabilidade da Saúde Ocupacional.

Consequências da Exposição aos Agentes Agressivos
Enfermidade profissional; fadiga; acidentes de trabalho; envelhecimento e desgaste prematuro e insatisfação.

Fases da Higiene Ocupacional
Antecipação: São considerados os riscos ambientais que poderão ocorrer nos ambientes de trabalho, visando a introdução de sistemas de controle durante as fases de projeto, instalação, ampliação, modificação ou substituição de equipamentos ou processos;

Reconhecimento: Identificar os riscos ambientais que podem influenciar a saúde dos trabalhadores. Nesta fase torna-se necessário um estudo sobre matérias primas, produtos e subprodutos, métodos e procedimentos de rotina, processos produtivos, instalações e equipamentos existentes. É a primeira avaliação qualitativa do ambiente de trabalho;

Avaliação: É a fase da avaliação quantitativa dos riscos ambientais através de medições de curto ou longo prazo nos ambientes de trabalho e comparação com os limites de tolerância. As avaliações devem ser realizadas após a elaboração de estratégias de amostragem que devem estar de acordo com as técnicas de avaliação e análise selecionadas.

Controle: O controle deve ser dimensionado levando-se em consideração os recursos técnicos e financeiros, sendo preferencialmente recomendados os controles de engenharia. Esta é a fase mais importante, devendo ser iniciada, sempre que possível, durante as fases de antecipação e reconhecimento.

1 Antecipação (Fase de prevenção de riscos);
2 Reconhecimento (Identificação dos riscos);
3 Avaliação (Constatação da presença do agente com quantificação);
4 Comparação com o Limite de Tolerância;
5 Controle (Medidas a serem adotadas após a comparação).

E dessa forma conseguimos fazer a identificação e controle desses riscos e conseguimos também garantir a integridade física e saúde do trabalhador.

Vou deixar para Download Grátis um  Curso de Higiene Ocupacional em 4 módulos escrito por Mauricio Raposo de Souza, que é muito bom. O curso traz o conceito das etapas da elaboração do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais e orienta quanto ao correto manuseio dos equipamentos de medição ambiental.

curso hig ocupacional

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