29 de julho de 2013

Perguntas Frequentes em Segurança do Trabalho V - PPP

Algumas perguntas comumente feitas na hora de contratação de assessoria em segurança do trabalho.

PPP

1) O que é PPP?

O PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário é um histórico laboral do funcionário, mencionando informações de natureza administrativa, riscos ocupacionais, medidas de controle, exames médicos ocupacionais, para fins de aposentadoria especial.

2) Como surgiu o PPP?

Criado pelo INSS, este documento substitui o antigo SB-40 ou DSS-8030, sendo que a empresa deverá elaborar e manter atualizado Perfil Profissiográfico, abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este, cópia autêntica desse documento, quando da rescisão do contrato de trabalho.

3) Todas as empresas deverão providenciar o PPP?

As empresas que possuírem riscos físicos, químicos e/ou biológicos deverão implantar imediatamente o PPP de cada funcionário. As empresas com riscos ergonômicos e/ou mecânicos devem iniciar, o quanto antes, a coleta de dados, pois em breve se tornará obrigatório.

4) Posso continuar emitindo DIRBEN 8030 para períodos anteriores?

Não. Só o PPP será aceito.

5) Como preencher PPP se não dispuser dos dados?

PPP emitidos, referentes a períodos laborados em que não havia obrigatoriedade de laudos ou PPRA e PCMSO, devem ser preenchidos pela empresa, somente com base nas informações existentes à época.

6) E se a empresa não existir mais?

Se estiver legalmente extinta poderá ser apresentada justificação administrativa. Para períodos anteriores a 28/04/95 será levado em conta a categoria profissional registrada em CTPS. Para períodos posteriores, ou para ruído, será necessário Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho – LTCAT.

7) Quem deve ser responsável pela emissão do PPP?


O representante legal da empresa, conforme o Parágrafo 1º do Inciso VII do art. 187 da Instrução Normativa INSS/DC nº 84, de 17/12/2002.

8) Quando se emite o documento PPP para instrumentar processo de solicitação de aposentadoria especial é necessário enviar junto uma cópia do Laudo Técnico (LTCAT) ao INSS?

Não; o PPP foi instituído também para não necessitar de acompanhamento do LTCAT. No entanto, esse LTCAT deve permanecer na empresa de forma atualizada.

9) Para empregado desligado da empresa há cerca de dez anos e que retorna solicitando o formulário para requerer aposentadoria especial, que documento se lhe deve fornecer: DIRBEN 8030 ou PPP?

Para empregados desligados da empresa antes da Lei entrar em vigor, o documento a ser fornecido é a cópia do DIRBEN-8030, eventualmente já fornecido anteriormente e extraviado, ou se nunca fornecido anteriormente, o formulário DIRBEN-8030, desde que datado até 31/10/03. Após essa data, qualquer formulário para esse fim deve ser necessariamente o PPP.

10) Se um empregado é funcionário da empresa há cerca de dez anos e somente tem seu contrato de trabalho encerrado após a Lei entrar em vigor, como preencher os dados exigidos no PPP se em determinadas épocas não tínhamos todos os dados agora requeridos?

Para os períodos anteriores a empresa deverá fornecer no PPP tão somente os dados até então exigidos, desde a data da admissão do empregado, não sendo lícita a exigibilidade de informações inexistentes em atos normativos anteriores, uma vez que estes não são válidos para exigibilidades pregressas.


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Perguntas Frequentes em Segurança do Trabalho IV - PPRA

Algumas perguntas comumente feitas na hora de contratação de assessoria em segurança do trabalho.

PPRA

1) Afinal, o que é PPRA?

PPRA é a sigla de Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. Esse programa está estabelecido em uma das Normas Regulamentadoras (NR-9) da CLT -Consolidação das Leis do Trabalho, sendo a sua redação inicial dada pela Portaria nº 25, de 29 de dezembro de 1994, da Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalho, do Ministério do Trabalho.

2) Qual o objetivo do PPRA?

Estabelecer uma metodologia de ação que garanta a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores frente aos riscos dos ambientes de trabalho.

3) Quais são os riscos ambientais?


Para efeitos do PPRA, os riscos ambientais são os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde dos trabalhadores.

4) Na prática, que agentes de riscos são esses?

Agentes físicos: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes e radiações não ionizantes.

Agentes químicos: poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores, absorvidos pelo organismo humano por via respiratória, através da pele ou por ingestão.

Agentes biológicos: bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros.

5) Quem está obrigado a fazer o PPRA?

A elaboração e implementação do PPRA é obrigatória para todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. Não importa, nesse caso, o grau de risco ou a quantidade de empregados. Assim, tanto um condomínio, uma loja ou uma planta industrial, todos estão obrigados a ter um PPRA, cada um com sua característica e complexidade diferentes.

6) Quem deve elaborar o PPRA?

A princípio o próprio Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho – SESMT da empresa ou instituição. Caso o empregador esteja desobrigado pela legislação de manter um serviço próprio, ele deverá contratar uma empresa ou profissional para elaborar, implementar, acompanhar e avaliar o PPRA. A Norma Regulamentadora não especifica qual é o profissional, porém as atribuições estabelecidas para a gerência do PPRA nos mostram que ele deverá estar sob a coordenação de um Engenheiro de Segurança do Trabalho (As atribuições dos Engenheiros de Segurança do Trabalho estão na Resolução nº 359 do CONFEA, de 31 de julho de 1991).

7) A CIPA pode elaborar o PPRA?

Não. A CIPA pode e deve participar da elaboração do PPRA, discutindo-o em suas reuniões, propondo ideias e auxiliando na sua implementação. Entretanto, o PPRA é uma obrigação legal do empregador e por isso deve ser de sua iniciativa e responsabilidade direta.

8) O PPRA se resume a um documento que deverá ser apresentado à fiscalização do Ministério do Trabalho?

Não. O PPRA é um programa de ação contínua, não é apenas um documento. O documento-base, previsto na estrutura do PPRA, e que deve estar à disposição da fiscalização, é um roteiro das ações a serem empreendidas para atingir as metas do Programa. Em resumo, se houver um excelente documento-base, mas as medidas não estiverem sendo implementadas e avaliadas, o PPRA, na verdade, não existirá.

9) O que deve ser feito primeiro, o PPRA ou o PCMSO?

Sendo programas de caráter permanente, eles devem coexistir nas empresas e instituições, com as fases de implementação articuladas. No primeiro ano, entretanto, o PPRA deverá estar na frente para servir de subsídio ao PCMSO. Observe a lei: NR-7, item 7.2.4 – “O PCMSO deverá ser planejado e implantado com base nos riscos à saúde dos trabalhadores, especialmente os identificados nas avaliações previstas nas demais NR.”

10) O PPRA e o PCMSO abrangem todas as exigências legais e garantem a segurança e saúde dos trabalhadores?

Não, de forma alguma. Veja a lei: NR-9, item 9.1.3 – “O PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas da empresa no campo da preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, devendo estar articulado com o disposto nas demais NR, em especial com o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO previsto na NR-7.”


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Perguntas Frequentes em Segurança do Trabalho III - PCMSO

Algumas perguntas comumente feitas na hora de contratação de assessoria em segurança do trabalho.

PCMSO

1) De que trata a Norma Regulamentadora NR-7?

A sétima norma regulamentadora do trabalho, cujo título é Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO, estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores.

2) Quais as modalidades de exames médicos previstos no PCMSO?

Estabelece a NR-7 que o PCMSO deve incluir a realização obrigatória dos seguintes exames médicos: admissional, periódico, retorno ao trabalho, mudança de função e demissional.

3) De que se compõem os exames médicos previstos na NR-7?
Os exames médicos previstos no PCMSO compreendem: avaliação clínica, abrangendo anamnese ocupacional e exame físico e mental; exames complementares, realizados de acordo com os termos especificados na NR-7, e seus Anexos.

4) Quando deverá ser efetivada a avaliação clínica no exame médico admissional?

Segundo a NR-7, no exame médico admissional, a avaliação clínica do trabalhador deverá ser realizada antes que o mesmo assuma suas atividades.

5)Em relação ao exame médico de retorno ao trabalho, qual o momento propício para a realização da avaliação clínica?

No exame médico de retorno ao trabalho, a avaliação clínica deverá ser realizada obrigatoriamente no primeiro dia da volta ao trabalho de trabalhador ausente por período igual ou superior a 30 (trinta) dias por motivo de doença ou acidente, de natureza ocupacional ou não, ou parto.

6) No tocante ao exame médico demissional, qual o momento previsto para a realização da avaliação clínica?

Prevê a NR-7 que o exame médico demissional será obrigatoriamente realizado até a data da homologação da rescisão contratual, desde que o último exame médico ocupacional tenha sido realizado há mais de 135 (cento e trinta e cinco) dias, para as empresas de Grau de Risco 1 ou 2 , ou, há mais de 90 (noventa) dias, para as empresas de Grau de Risco 3 ou 4, ressalvado porém o direito ao Delegado Regional do Trabalho de impor a realização do exame médico demissional, independentemente de tais prazos, se constatado em laudo técnico, específico, potencial de risco grave para o trabalhador no ambiente de trabalho.

7) Como se faz a comprovação da realização de exames médicos ocupacionais?

Para cada exame médico realizado, de acordo com a NR-7, o médico que o realizou emitirá o Atestado de Saúde Ocupacional – ASO, em duas vias, observando-se mais o seguinte:

a) A primeira via do ASO ficará arquivada no local de trabalho do trabalhador, inclusive frente de trabalho ou canteiro de obras, à disposição da fiscalização do trabalho;

b) A Segunda via do ASO será obrigatoriamente entregue ao trabalhador, mediante recibo na primeira via.

8) Onde deverão ser consignados os dados pormenorizados obtidos dos exames médicos ocupacionais?

Estipula a NR-7 que os dados obtidos nos exames médicos, incluindo avaliação clínica e exames complementares, as conclusões e as medidas aplicadas deverão ser registrados em prontuário clínico individual, que ficará sob a responsabilidade do Médico Coordenador do PCMSO, e deverão ser mantidos por período mínimo de 20 (vinte) anos após o desligamento do trabalhador, sendo que, havendo substituição do Médico Coordenador, os arquivos deverão ser transferidos para seu sucessor.

9) Qual a ordem preferencial a ser observada no tocante aos atestados médicos para comprovação
de doença do empregado?


Estipula o Parágrafo 2º do artigo 6º da Lei nº 605 de 05/01/49, com a redação dada pela Lei nº 2.751 de 26/04/56, que a doença justificadora da ausência do empregado ao serviço será comprovada mediante atestado médico do INSS, e, na falta deste e sucessivamente, de médico de serviço social do comércio ou da indústria; de médico da empresa ou por ela designado; de médico a serviço de repartição federal, estadual ou municipal, incumbida de assuntos de higiene ou saúde pública; ou, não existindo estes, na localidade em que trabalhar, de médico de sua escolha.

10) É permitido ao empregador exigir atestados de gravidez e esterilização dos empregados?

Absolutamente, não, tanto assim que a Lei nº 9.029 de 13/04/95, publicada no DOU de 17/04/95, expressamente proíbe a exigência de atestados de gravidez e esterilização, e outras práticas discriminatórias, para efeitos admissionais ou de permanência da relação jurídica de trabalho.





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Perguntas Frequentes em Segurança do Trabalho II - CIPA

Algumas perguntas comumente feitas na hora de contratação de assessoria em segurança do trabalho.

CIPA 

1) Devem formar cipa todos os estabelecimentos que admitam trabalhadores como empregados?

Sim. A CIPA será composta de representantes do empregador e dos empregados, de acordo com o dimensionamento previsto na Norma Regulamentadora Nº 05 do Ministério do Trabalho. Redação dada pela Portaria n° 8, de 23-02-1999. Retificação em 12-07-1999.

A CIPA é obrigatória, mesmo quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I. Neste caso, a empresa designará um responsável pelo cumprimento dos objetivos da Norma Regulamentadora Nº 05.

A CIPA ou o designado, colaborará no desenvolvimento e implementação do PCMSO e PPRA.

2) O que devemos entender como estabelecimento?

De acordo com o definido na alínea D do item 1.6 da NR 1, Portaria 3.214/78: “estabelecimento é cada uma das unidades da empresa, funcionando em lugares diferentes, tais como: fábrica, refinaria, usina, escritório, loja, oficina, depósito, laboratório”.

3) Como é o dimensionamento para as empreiteiras ou prestadoras de serviço?

Para estes casos, no item 5.46 da norma diz: “Quando se tratar de empreiteiras ou empresas prestadoras de serviços, considerar-se-á estabelecimento, para fins de aplicação desta NR, o local em que seus empregados estiverem exercendo suas atividades”, em outras palavras, estabelecimento é o local onde, de fato, os empregados estão trabalhando, independentemente do local onde estejam registrados.

4) O cipeiro eleito para ser suplente poderá se candidatar a mais de uma reeleição, tendo em vista que foi suplente e não titular?

Não, tanto o titular como o suplente apenas poderão participar da CIPA por dois anos consecutivos, independente de sua função.

5) Se não houver candidatos suficientes para preencher as vagas dentro da empresa, como se deve proceder?

Não havendo candidatos suficientes, o fato deve ser comunicado ao órgão descentralizado do MTE, que informará qual o melhor procedimento caso a caso.

6) Se uma empresa, em um dado estabelecimento específico, tiver atividade por período inferior a um ano, há necessidade de se eleger CIPA?

No caso de atividades inferiores a um ano em um dado estabelecimento, o órgão descentralizado do MTE deverá ser consultado, porém, há grande possibilidade de não haver deliberação de se manter CIPA nessas condições.

7) Caso o cipeiro deseje sair da CIPA, como deverá proceder?

O empregado designado ou indicado pelo empregador deverá solicitar a ele sua saída; no caso de empregado eleito, este deverá fazer seu pedido de renúncia como membro da CIPA por escrito, dirigido à própria comissão, fato este que deverá constar em ata. Tratando-se de empregado cujo mandato já houver se encerrado e, desejando ser demitido da empresa, este trabalhador pode renunciar à sua garantia temporária de emprego também por escrito. Nestes dois últimos casos, é convenientemente a empresa enviar cópia da carta de renúncia ao MTE comunicando o fato. Nota-se que qualquer alteração, como medida de antecipação a possíveis problemas, a empresa poderá também fazer tais comunicações aos sindicatos profissionais, evitando assim alguns contratempos.

8) É possível uma CIPA ter representantes apenas do setor administrativo e ninguém dos setores de maior risco, uma vez que estes setores não têm mais obrigatoriedade de serem representados?

Sim, embora esta situação deva ocorrer apenas em situações eventuais, uma vez que o empregador poderá indicar como seus representantes funcionários destes setores, assim como é de costume que os funcionários votem em companheiros de mesmo setor de trabalho e não da administração.

9) Não existe mais suplente específico para cada titular?

Não, uma vez que quem determina os titulares e os suplentes é o número de votos que recebem, independente do setor que trabalhem; deste modo aparece a figura do primeiro suplente, que terá prioridade em substituir qualquer um dos titulares eu faltar à reunião.

10) O livro de atas não precisa mais existir, porém, as atas continuam sendo obrigatórias?

Não há mais obrigatoriedade de se manter um livro de atas (não jogue fora o livro da CIPA anterior, pois este deverá ser guardado). Continua havendo obrigatoriedade de se lavrar todas as atas que já eram feitas anteriormente, porém, a novidade é o fato de que não há mais necessidade de serem escritas à mão: estas podem ser datilografadas, digitadas em computador e depois impressas, porém, devem sempre ser assinadas por todos os participantes da reunião e depois guardadas em arquivo próprio para serem apresentadas à fiscalização do MTE.

11) É necessário protocolar os documentos da CIPA no MTE ou DRT?

Não, a documentação referente ao processo eleitoral da CIPA, incluindo as atas de eleição e de posse e o calendário anual das reuniões ordinárias, deve ficar no estabelecimento, ou seja, na empresa à disposição da fiscalização do MTE, ou encaminhada ao Sindicato da classe, quando solicitada.



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Perguntas Frequentes em Segurança do Trabalho I - Diversos


Algumas perguntas comumente feitas na hora de contratação de assessoria em segurança do trabalho.

Diversos

1) Tenho apenas um empregado. Preciso, assim mesmo, do PCMSO, PPRA e demais laudos previstos na legislação?

Sim. A lei estabelece que toda empresa que admite trabalhadores, precisa do PCMSO, PPRA e demais laudos, independente da quantidade de funcionários.

2) Quais são as principais obrigações de todo empregador?

Independentemente das dimensões físicas do estabelecimento, da quantidade de empregados e do grau de risco a que estes estejam expostos, todo empregador obrigatoriamente necessita implementar o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), de acordo com a NR-9 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que é o documento básico para todas as demais necessidades. Sem este laudo técnico elaborado por engenheiro de segurança do trabalho devidamente habilitado pelo CREA, torna-se técnica e legalmente impossível a implementação dos demais programas exigidos pelo MTE.

O médico do trabalho somente poderá examinar um empregado, se o estabelecimento empregador possuir o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), de acordo com a NR-7 do MTE. O PCMSO é o documento que o médico necessita para realizar o exame do trabalhador, e é nele que se encontram descritos os agentes nocivos à que a função está exposta. Para a determinação correta dos riscos ocupacionais e elaboração do PCMSO, o médico precisa do Programa de Prevenção de Riscos Ocupacionais (PPRA), de acordo com a NR-9 do MTE, que somente tem condições perfeitas de implementação, se for elaborado por engenheiro de segurança do trabalho habilitado.

Dependendo das dimensões e atividade do estabelecimento e de seus riscos ocupacionais e ambientais, torna-se necessário a implementação de outros programas previstos nas Normas Regulamentadoras (NRs) do MTE.

3) O que é Saúde Ocupacional?

Saúde Ocupacional trata da saúde do trabalhador no ambiente de trabalho. A melhoria nas condições do ambiente e do exercício do trabalho tem como objetivo diminuir o custo social com os acidentes de trabalho, valoriza a auto-estima e proporciona a melhoria contínua da qualidade de vida dos trabalhadores. Os riscos de acidentes variam para cada ramo de atividade econômica, em função de tecnologia utilizadas, condições de trabalho, mão-de-obra empregada, medidas de segurança, dentre outros fatores.

4) O que é Segurança no Trabalho?

Segurança do Trabalho pode ser entendida como o conjunto de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador.

5) Por que devo investir em prevenção de acidentes?

Investir na prevenção de acidentes minimiza os custos da empresa, pois acidentes acarretam encargos com advogados, indenização, perda de tempo e de produção. A prevenção, ao contrário, gera um bem estar geral entre os trabalhadores, que se sentem seguros e bem cuidados. Traz conscientização e melhora o desempenho profissional do trabalhador que está satisfeito.

6) Quais as vantagens que minha empresa terá ao implementar as Normas Regulamentadoras?

Um melhor nível de saúde dos trabalhadores, uma redução das faltas de trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional podendo causar morte, perda ou redução permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.

7) O que é acidente de trabalho?

Acidente de Trabalho é aquele que acontece no exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional podendo causar morte, perda ou redução permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.

8) Que tipo de acidente é considerado acidente do trabalho?

a) o acidente que acontece quando se está prestando serviços fora do local de trabalho, por ordem da empresa;

b) quando se estiver em viagem a serviço da empresa;

c) acidentes ocorridos no trajeto entre a casa e o trabalho, ou do trabalho para a casa.

9) Quais os riscos que podem existir no ambiente de trabalho?

Um ambiente de trabalho pode apresentar riscos químicos, físicos, acidentes, biológicos e ergonômicos, dependendo do segmento de atuação da empresa e da atividade que cada funcionário executa.

10) Por que a empresa deve emitir a Ordem de Serviço?

A NR-1 determina a obrigatoriedade de elaborar “Ordens de Serviço”. Esta é uma terminologia genérica para identificar os documentos internos elaborados pelo empregador, denominadas atualmente de procedimentos, padrões, instruções internas ou qualquer outro nome que se queira dar para explicitar os requisitos de segurança e saúde no trabalho. Estes documentos visam a informar e instruir os trabalhadores quanto à forma de se executar as atividades de trabalhos e os riscos inerentes a estas operações. As “Ordens de Serviço” são Fontes de Direito, daí a importância do empregador em identificar os riscos e apresentar os mecanismos preventivos necessários para garantir um ambiente de trabalho saudável e seguro.

11) Existe modelo padrão para elaborar o PCMSO, PPRA e demais Laudos Técnicos?

Não, o padrão será estabelecido por cada empresa, que elaborará seu documento com base em sua demanda. Há que se seguir os preceitos estabelecidos em cada norma regulamentadora e na legislação vigente, para que os documentos atendam na íntegra o que está preconizado.


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Mecânico ou elétrico, andaime deve garantir segurança

No Brasil, a falta de segurança na utilização de andaimes provoca um grande número de acidentes graves e fatais na construção civil. Uma das principais causas de mortes de trabalhadores se deve aos acidentes envolvendo quedas de pessoas e materiais. As quedas em    altura, as­sociadas majoritariamente à utilização inadequada de andaimes, são a principal causa de acidentes na construção civil. Os andaimes suspensos mecânicos leves ma­nuais e elétricos são muito utilizados no País para serviços de revestimento, pintura e manutenção em fachadas. Sua utilização requer conhecimento do trabalhador e acompanhamento por um profissional habilitado durante o projeto, a montagem, a supervisão ou manutenção e, por fim, a desmontagem do equipamento.

Os riscos presentes na construção civil se devem principalmente ao grande número de funções desempenhadas pelos trabalhadores. O risco de quedas, por exemplo, está presente em vários tipos de tarefas, como na utilização de andaimes que suspendem o trabalhador e/ou os materiais a serem utilizados. É imprescindível que o profissional da Segurança do Trabalho intervenha nestas situações, com medidas para garantir a segurança dos trabalhadores e também de terceiros. Sabe-se que a construção civil está entre os ramos de atividade no Brasil com as piores condições de trabalho, sendo responsável por 25% dos acidentes de trabalhos comunicados aos órgãos competentes.

O crescimento do setor exigiu investimentos das construtoras em tecnologia de equipamentos e a matéria-prima sofreu constantes mudanças com o propósito de agilizar e melhorar o processo. Equipamentos como os andaimes devem acompanhar esse desenvolvimento, priorizando sempre a SST. No entanto, percebe-se que ainda muitas construtoras escolhem seus equipamentos pelo custo. Para ter mais agilidade e segurança nos canteiros, é im­prescindível utilizar um equipamento que esteja de acordo com a normatização, seguindo padrões de montagem, utilização e desmontagem.

Diante desse contexto, o artigo visa de­monstrar a atual situação de an­daimes suspensos mecânicos leves manuais e elétricos em relação ao risco à segurança dos trabalhadores nos municípios de Marau e Passo Fundo/RS.

Os objetivos específi­cos são analisar o projeto dos andaimes estudados nas obras, constatar a presença de um profissional qualificado no canteiro, aplicar um check list para a­nálise das condições de Segurança do Trabalho na uti­lização dos andaimes e propor soluções e melhorias a partir dos re­sul­tados obtidos.

O artigo completo está na edição de julho da Revista Proteção.
Fonte: Revista Proteção: Notícias. Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom
Data 13/07/2012 
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28 de julho de 2013

Formatura de Bombeiros

O Grupo Alpha Seg Treinamentos e empresas parceira irá realizar no dia 10 de Agosto de 2013  a Formatura de mais uma Turma de Bombeiro Profissional Civil, dessa vez é da cidade de Santa Bárbara  D'Oeste e Limeira no interior de São Paulo.
Os Formandos passaram por  14 meses de preparação todos voltados para os serviços de bombeiro dentro de indústrias. Receberam também treinamentos específicos de primeiros socorros e resgate.

Dentro da formação desses novos Bombeiros Civis estão as disciplinas:
- Legislação Aplicada I e II; - Atividades Operacionais de Bombeiro; - Fundamentos de Analises de Risco; - Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva; - Equipamentos de Proteção Respiratória; - Primeiros Socorros; - Prevenção e Combate a Incêndio; - Equipamentos de Combate a Incêndio; - Combate a Incêndio;   - Comunicação Operacional; - Emergência Química; - Emergência em Elevadores; - Heliponto; - Emergência em Heliponto; - Salvamento Aquático; - Salvamento Terrestre; - Supervisores em Espaço Espaços Confinados; - Resgate em espaços Confinados; - Trabalho em Altura; - Resgate em Altura; - SPDA - Sistemas de Proteção a Descargas Atmosféricas; - Gerenciamento de Crises ( Suicidas ); - AVCB - Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros; - Isolamento de Local Sinistrado; - START - Simples Triagem e Rápido Tratamento; - Animais Peçonhentos e Plantas Toxicas; - Serviços em Eletricidade; - Serviços em GLP; - Sinalização e Isolamento Operacional; - Nós, Amarras e Ancoragens; - Meio Ambiente.

Todas as disciplinas aplicadas por instrutores capacitados e com proficiência na área.

Parabéns a Turma de Bombeiros Civis e sucesso na nova etapa de vida. 


Até onde o corpo aguenta somos pessoas normais, depois disso somos bombeiros!
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27 de julho de 2013

O que é Biossegurança ?

 
Biossegurança é um conjunto de medidas preventivas destinadas a reduzir o risco de transmissão de doenças infecciosas, as pragas de quarentena, as espécies exóticas invasoras, organismos vivos modificados.

Enquanto faz biossegurança englobam a prevenção da remoção intencional (roubo) de materiais biológicos de laboratórios de pesquisa, esta definição é de âmbito mais restrito do que a definição usada por muitos especialistas, incluindo as Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura.

Essas medidas preventivas são uma combinação de sistemas e práticas em seu lugar legítimo em laboratórios de biociências para evitar o uso de agentes patogênicos perigosos e toxinas para uso malicioso, bem como por agentes aduaneiros e de gestores de recursos agrícolas e naturais para prevenir a disseminação destas biológica agentes naturais e manejados. Referência Nº. 123 ecossistemas.

Embora a segurança é geralmente pensada em termos de "Guardas, Gates, e o Guns", biossegurança abrange muito mais do que isso e exige a cooperação de cientistas, técnicos, decisores políticos, engenheiros de segurança, e agentes da lei.

Componentes de um programa de biossegurança do laboratório incluem:
• Segurança física
• Pessoal de segurança
• Controle de material e prestação de contas
• Segurança dos transportes
• Segurança da informação
• Gestão do programa

O avanço das ciências da vida e da biotecnologia tem o potencial de trazer grandes benefícios para a humanidade através de responder aos desafios da sociedade. No entanto, é possível também que tais avanços poderiam ser exploradas para fins hostis, algo evidenciado em um pequeno número de casos de bioterrorismo, mas sobretudo pela série de grandes programas de guerra biológica ofensiva realizada por estados importantes no século passado .

Lidar com este desafio, que foi rotulado o dilema do "dual-use requer uma série de atividades diferentes, como os acima identificados como sendo necessários para biossegurança.

No entanto, um dos ingredientes essenciais para garantir que as ciências da vida continuar a gerar grandes benefícios e não se tornem sujeitos a utilização para fins hostis é um processo de interação entre os cientistas e a comunidade de segurança e ao desenvolvimento de fortes estruturas éticas e normativas para elogiar medidas legais e regulamentares que estão sendo desenvolvidos pelos Estados.



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O que são agentes de riscos?


Os riscos no ambiente laboral podem ser classificados em cinco tipos, de acordo com a Portaria Nº 3.214, do Ministério do Trabalho do Brasil, de 1978.

Esta Portaria contem uma série de normas regulamentadoras que consolidam a legislação trabalhista, relativas à segurança e medicina do trabalho.

Encontramos a classificação dos riscos na sua Norma Regulamentadora Nº 5 (NR-5): Portaria N.º 25, de 29 de Dezembro de 1994. E também a Lei 6.514 de 22/12/77.

Agentes de Risco ou Riscos Ambientais: são substâncias ou elementos que estão presentes no ambiente de trabalho e quando acima dos limites de tolerância, podem adoecer o trabalhador. Mas isso pode demorar anos para se manifestar depende de fatores como:
Tempo que o trabalhador fica exposto a um ou mais agentes, Concentração, Intensidade, etc.

Limite de Tolerância: É a concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral.

Risco: Considera-se uma ou mais condições de uma variável(situação) com potencial para causar danos. Esses danos podem ser entendidos como lesões a pessoas, avarias em equipamentos ou estruturas, perda de material em processo de produção ou redução da capacidade de desempenho de uma função predeterminada. Havendo risco, haverá possibilidade de ocorrerem efeitos adversos.

Vamos conhecer agora cada Risco Ambiental e seus Agentes de Risco

Risco Físico ( cor Verde ): 
Formas de energia perceptíveis ao sentido humano: ruído, vibrações, pressões anormais, temperatura, radiações ionizantes e radiações não ionizantes; umidade;

Risco Químico ( cor Vermelho ): 
Substâncias químicas que estão presentes no ambiente são classificados em gases, vapores e aerodispersóides (estes últimos são subdivididos ainda em poeiras, fumos, névoas, neblinas, fibras); podemos entender os agentes químicos como todas as substâncias puras, compostos ou produtos (misturas) que podem entrar em contato com o organismo por uma multiplicidade de vias, expondo o servidor;

Risco Biológico ( cor Marrom ): 
são os agentes que se apresentam na forma de microorganismos e parasitas infecciosos vivos e suas toxinas, tais como: bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários e vírus, entre outros organismos, que podem penetrar no corpo humano através da pele, mucosas, por ingestão ou por via respiratória; agentes estes que os servidores estão de forma habitual ou permanente em contato.

Risco Ergonômico ( cor Amarelo ):
Agentes ergonômicos são os que fazem a relação direta homem x postos de trabalho e que possam interferir negativamente nos trabalhadores tais como: esforço físico intenso, levantamento e transporte manual de peso, exigência de postura inadequada, controle rígido de produtividade, imposição de ritmos excessivos, jornadas de trabalho prolongadas, monotonia e repetitividade e outras situações causadoras de stress físico e/ou psíquico.

Risco de acidente ( cor Azul ): 
Situações da estrutura física que influenciam na ocorrência de acidentes como: arranjo físico inadequado, máquinas e equipamentos sem proteção, ferramentas inadequadas ou defeituosas, iluminação inadequada, eletricidade, probabilidade de incêndio ou explosão, armazenamento inadequado, animais peçonhentos, outras situações de risco que poderão contribuir para a ocorrência de acidentes.



É por aqui que conseguimos fazer a Elaboração do Mapa de Risco, Levantamento dos Riscos Ambientais do PPRA entre outros.
Conhecendo um pouco mais cada risco ambiental e seus agentes de risco poderemos assim dar melhores condições de segurança para o trabalhador.


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26 de julho de 2013

Mais de 200 mulheres enfartam por dia no Brasil



Foto: Thinkstock
O número é alarmante: mais de 200 mulheres enfartam por dia no Brasil e, desse número, 80 morrem. Para você ter uma ideia, hoje as doenças cardíacas matam seis vezes mais do que o câncer de mama. Os dados divulgados em 2012 pelo DataSUS fazem parte do alerta feito na Campanha"Coração Alerta", da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), com a chancela do Ministério da Saúde. A meta da campanha é salvar 100 mil vidas até 2014.

O infarto agudo do miocárdio é a consequência da obstrução de uma artéria coronária por um coágulo de sangue sobre a placa de gordura que estava em sua parede, o que impossibilita que uma quantidade suficiente de sangue chegue até aquela área do músculo cardíaco. Esta porção do músculo cardíaco sofre um processo de morte celular e necrose, o que pode levar à morte súbita ou à insuficiência cardíaca que acarreta limitações físicas até a recuperação do quadro clínico.

O cardiologista Hélio Castello Junior, um dos médicos responsáveis pela campanha, explica que a aterosclerose, que é a doença que forma placa de gordura em vasos e que pode causa entupimento, não tem cura. E, uma vez que a pessoa teve entupimento na artéria do coração, ela pode ter outra no futuro ou ter em qualquer outro local do corpo como na perna causando um problema de circulação, por exemplo.

"Não é para assustar, mas para as pessoas saberem que essa doença não tem cura. Há pacientes que tiverem infarto com 60 anos, hoje têm 80 anos e nunca mais tiverem nada. Há outros que, após um tempo, têm um AVC ou outra doença. É importante que a pessoa mantenha uma visita regular ao cardiologista e leve uma vida saudável. Tenho pacientes que enfartaram e hoje correm maratonas. Se o infartado seguir todas as recomendações médicas associadas a fatores benéficos para a rotina, o resultado em longo prazo é excelente", explica o cardiologista.

Sobre o tratamento, o médico explica que o importante é a pessoa chegar o quanto antes ao hospital mais próximo. "Às vezes, o mais próximo não é necessariamente o mais bem equipado, mas, quanto mais cedo ela chegar, pelo menos já começa a receber algum tipo de assistência médica", explica Hélio.

Risco de infarto em mulheres é mais forte a partir dos 40 anos
O cardiologista Hélio Castello Junior, um dos médicos responsáveis pela campanha 'Coração Alerta', explica que as mulheres costumam sofrer mais risco de terem problemas cardíacos na maturidade, a partir dos 40 anos, mas principalmente após os 50 quando chegam à menopausa. Isso porque após esse tempo diminui a produção do estrogênio, o hormônio aliado do coração que estimula a dilatação dos vasos, o que facilita o fluxo sanguíneo.

'Após a menopausa e com a queda do estrogênio associado a fatores como o envelhecimento, tabagismo, sedentarismo e estresse, elas passaram a ter uma possibilidade de infarto semelhante a do homem', explica o médico.

Fatores como tabagismo e falta de atividade física contribuem
As mulheres estão a cada ano mais expostas ao infarto por causa do tabagismo, alimentação errada e falta de atividade física, fatores que contribuem no entupimento das artérias coronárias. Isso sem contar que elas estão cada vez mais inseridas no mercado de trabalho e, assim, acumulam o estresse do trabalho com o do cuidado com a família, o que compromete muito a qualidade de vida.
'Cerca de 40% delas apresentam aumento da cintura abdominal, mais de 20% fumam, 18% são ex-fumantes, 23% têm seus níveis de pressão arterial acima do recomendado e 21% possuem alteração dos níveis de colesterol', comenta o cardiologista.

Sinal típico é uma dor bem intensa no meio do peito
O infarto do miocárdio tem sintomas visíveis e as pessoas precisam estar atentas quando o corpo 'falar'. O quadro típico é uma dor bem intensa no meio do peito guiada um pouco à esquerda podendo irradiar para as costas, parte superior do tórax, mandíbulas, pescoço e boca do estômago. Essa dor é acompanhada de outros sintomas básicos como sudorese, onde a pessoa transpira muito, mal-estar intenso, falta de fôlego, náuseas, vômitos, palidez.

'Qualquer dor acima do umbigo é sinal de perigo'. Quer dizer, qualquer dor que seja forte pode ser um sinal de infarto ou de angina, que é a dor que precede o infarto. Cerca de 10% das pessoas que têm um infarto não apresentam dor e ainda possuem menor grau de sintomas, fato que é mais comum em pessoas diabéticas e em mulheres', ressalta o cardiologista.

Como é feito o diagnóstico de um infarto?
A pessoa quando inicia um quadro de infarto deve procurar o hospital mais o mais rápido possível. No hospital, o bate-papo com o paciente é essencial para levantar a suspeita de algum sinal clínico do infarto. Quanto maior o tempo perdido, maior o risco. Em poucos minutos deve ser constatado o diagnóstico, confirmado por meio de um exame clínico feito associado ao Eletrocardiograma e à colheita de enzimas, substâncias que aumentam no sangue quando há necrose de algumas células do coração.

'Uma vez que essas células morrem, liberam essas substâncias em alto volume no sangue. Quando essa dosagem de enzimas está alta, somada a dor no peito e ao resultado do eletro, você tem confirmado um diagnóstico de infarto', explica o cardiologista Hélio Castello Junior.

O infarto 'avisa': é preciso estar alerta aos sinais
É importante fazer um check-up mesmo sem apresentar os sintomas ou realizar uma avaliação cardiológica rotineira, dependendo da idade. Muitas vezes o infarto 'avisa'. 'A pessoa tem alguma dor no peito por causa de grandes esforços e, depois que fica quieta, melhora. Ou tem uma falta de ar inexplicável que não tinha antes e que começa a aparecer. Ou seja, ela começa a ter sugestões de mal-estar semelhantes às de infarto só que mais rápidas e geralmente relacionadas ao esforço, a quadros emocionais', explica.

Isso pode ser um sinal de que a artéria está prestes a entupir totalmente e dando sinais de que pode ter um infarto. Dois fatores de risco não há como eliminar: a idade e o fator hereditário. 'Se há muita gente na família que já teve infarto ou um quadro cardíaco grave o risco de essa pessoa desenvolver o infarto é maior e ela precisa fazer o check-up um pouco mais cedo. Os demais fatores são a pessoa parar de fumar, controlar o diabetes, a pressão, fazer atividade física orientada, evitar a obesidade, ter uma alimentação saudável', explica o cardiologista.

Anticoncepcional + cigarro: uma das maiores causas de infarto em mulheres
A associação da pílula anticoncepcional oral com o cigarro representa uma das maiores causas de infarto em mulheres jovens, em idade fértil, aumentando o risco em até cinco vezes. O cigarro aumenta a chance de formar a placa de gordura nos vasos e entupi-los e a pílula muda um pouco o padrão de coagulação de viscosidade do sangue. A combinação de ambos pode levar à formação de coágulos nas artérias e veias, o que interrompe a irrigação do músculo cardíaco e pode levar ao infarto.

'Também cresce a chance de doenças vasculares periféricas como varizes, tromboses e até o AVC, conhecido como derrame. Além de tudo, algumas são sedentárias, obesas e tem uma alimentação inadequada', alerta o médico.

As possibilidades de tratamento do infarto
Como há hospitais que não têm toda a estrutura de cateterismo cardíaco, a possibilidade é que, diagnosticado o infarto, a pessoa possa receber uma medicação na veia que tem uma chance em torno de 70% de desobstruir parcialmente a artéria. 'Essa medicação não desobstrui 100%, mas, se a pessoa tem um bloqueio de 100% no vaso, ela cai para 80, 90%. E isso pode dar tempo para um tratamento mais definitivo que seria a desobstrução total do vaso', analisa o cardiologista.

Mas se ela chega a um hospital que tem cateterismo cardíaco, o ideal é se submeter a um cateterismo dentro de uma hora ou uma hora meia. Através de um cateter é visto onde está entupido e, uma vez diagnosticado o local do entupimento, é possível se fazer uma dilatação dessa artéria colocando uma molinha no local chamada stent. Assim, a chance de desentupir é maior do que 90%. 'A pessoa tratada com a eficiência e rapidez necessárias tem 95% de chances de viver bem. Esses 5% representam o risco de morte, mas há 30 anos atrás esse risco beirava os 50%', explica Hélio.

Paciente pode ter uma vida normal após o tratamento
'Falei isso para um paciente recentemente. Ele perguntou 'e agora, eu posso levar a vida como antes?' e eu disse 'como antes não, você tem que levar melhor'. De um modo geral, se o tratamento foi adequado, as pessoas voltam à rotina normal de trabalho, de lazer, da atividade sexual, etc, num período de duas semanas. Ela vai ter que passar em consulta com cardiologista o resto da vida, mas não para dependência e sim para fazer o controle', ressalta o médico cardiologista Hélio Castello Junior.

Como ajudar alguém que apresente os sintomas do infarto?

Foto: Thinkstock
Enquanto a ajuda médica não vem, é preciso agir e o mais indicado é tranquilizar e aquecer a vítima. Salvo orientações médicas, não dê nada de comer ou beber. Desde que a pessoa não apresente dificuldades para engolir e não seja alérgica, dê um comprimido de aspirina que ajuda a prevenir coágulos sanguíneos. Se ela desmaiar, verifique sua respiração e seu pulso.

Na ausência desses sinais vitais, comece imediatamente os procedimentos de recuperação cardiopulmonar se souber ou chame o serviço de emergências. Mas se a vítima for você, procure tossir com força, profunda e prolongadamente várias vezes. Não se esqueça de inspirar antes tossir. Procure ajuda para rápido transporte a um hospital e não vá dirigindo!

Por MADSON MORAES 
http://estilo.br.msn.com/tempodemulher/beleza-e-saude/mais-de-200-mulheres-enfartam-por-dia-no-brasil

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25 de julho de 2013

As 10 doenças mais comuns no mundo corporativo



Rinite, alergia de pele e dor no pescoço. Um destes problemas de saúde já atrapalhou o seu expediente? De acordo com grande parte dos executivos, sim.


Ao avaliar 15 mil deles, uma pesquisa da operadora de saúde Omint mapeou como anda a saúde desses profissionais e quais foram as dez doenças mais comuns no mundo corporativo no ano passado.

De acordo com o resultado, a rinite é a campeã. Quase 30% dos executivos entrevistados citaram o problema, enquanto 22,41% sofrem de alergia de pele, e 19,36% têm dores no pescoço.
A poluição das grandes cidades é a grande vilã do sistema respiratório, diz Caio Soares, diretor médico da Omint e coordenador do estudo. “Em cidades como São Paulo, as doenças respiratórias, como a rinite, são muito frequentes”, diz. Segundo ele, altas temperaturas agravam ainda mais o problema. “Isso porque cresce o número de partículas em suspensão no ar”, diz Soares.

As dores no pescoço e ombros estão relacionadas à tensão, diz o coordenador do estudo. “O estresse leva à contração muscular na região do pescoço e ombros”, explica Soares.
Ele também conta que quando especialistas em ergonomia visitam empresas, o número de correções de postura, posicionamento em relação ao computador, altura da mesa e da cadeira é enorme. “Do presidente à recepcionista, todos têm problemas e muitas correções ergonômicas que precisam ser feitas”, explica.

O dado mais alarmante da pesquisa também está relacionado ao estresse e vem crescendo bastante entre os executivos: a ansiedade, na 6ª posição da lista. Se, em 2009, 14% dos executivos avaliados apresentavam sintomas da doença, em 2011, esse percentual chega a 18,20%.
O sentimento de ansiedade é comum, diz Soares, mas se começa a prejudicar as tarefas do dia a dia passa a ser classificado como doença. “O limite é quando a ansiedade começa a interferir nas atividades profissionais ou pessoais”, diz o médico.

O percentual de executivos atingidos pela ansiedade preocupa, na opinião de Soares. “A ansiedade é a brasa que mantém aceso o fogo de outras doenças”, explica Soares.
Se a ansiedade cresce, por outro lado, a hipertensão tem diminuído. Em 2009, eram 10%. Passaram para 9,07%, em 2010, e agora somam 8,15% do total. O tabagismo também está em queda. Os indicadores de diabetes e colesterol alto seguem estáveis. Atingem 2,3% e 2,04% da população avaliada, respectivamente.

Excesso de Peso
Os quilos a mais continuam a ocupar lugar de destaque no ranking elaborado pela Omint, afetando quase um quinto dos executivos entrevistados. Os indicadores vêm se mantendo estáveis nos últimos 3 anos, mas isso não é bom, segundo o coordenador do estudo. “Não podia estar pior porque os índices estão estáveis, mas lá em cima”, diz Soares.

Segundo a pesquisa, 38,6% dos executivos têm Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de 25. Dentro desse universo, 18,99% são homens e 11,53%, mulheres.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS,  pode ser considerada obesa uma pessoa que tem IMC acima de 30.

Hábitos não saudáveis
A explicação para o fato de a obesidade ainda assombrar o mundo corporativo está nos hábitos de vida dos executivos.
Isso porque a quase totalidade deles – 95,5% – assume que não tem uma alimentação saudável e quase metade dos executivos é sedentária. Além disso, 31,7% deles estão estressados.
Mas os executivos querem virar o jogo, de acordo com a pesquisa. A inclusão de pelo menos uma atividade física na rotina é objetivo de 37,7% dos executivos entrevistados. A pesquisa também revela que 44% pensam no assunto. Em relação à alimentação, 26,1% disseram que já estão adotando um cardápio mais saudável e 39% estão pensando em fazer isso.

“A intenção é nova e é crescente”, diz Soares. Mas. para ele. ainda é cedo para esperar melhora na próxima pesquisa. ” O ritmo de vida agitado atual não permite a mudança de hábitos, é difícil”, diz.
Ele sugere que os executivos comecem com pequenas mudanças. ” Se cortar manteiga da alimentação já diminui o risco de doença cardiovascular em 50% em 10 anos”, explica.

Um hábito não saudável que está em queda é o tabagismo. Realizada há 7 anos, a pesquisa da Omint apontava em 2004 cerca de 18% de fumantes entre os executivos. Em diminuição gradual desde então, hoje os fumantes não passam de 12%. E a tendência é de queda ainda mais acentuada. “Entre as mudanças de hábitos, parar de fumar é uma inciativa fundamental para quem almeja vida longa saudável”, diz Soares.
Confira na tabela abaixo as 10 doenças mais comuns no mundo corporativo e o percentual de executivos afetados por elas:

Doenças
                     2009
2010
          2011
1- Rinite                                
...................27,72%
.................28,31%
.............28,97%
2- Alergia de pele
...................22,58%
.................22,32%
............22,41%
3- Dor no pescoço/ ombros
...................20,50%
.................19,65%
............19,36%
4- Excesso de peso
...................18,59%
.................18,49%
............18,42%
5- Dor de cabeça frequente
...................16,81%
.................16,74%
............16,50%
6- Ansiedade
...................14,77%
.................16,91%
............18,19%
7- Asma ou bronquite
...................13,35%
..................13,47%
.............13,47%
8- Insônia
...................11,64%
.................11,07%
.............10,83%
9- Colesterol alto
...................11,49%
.................11,58%
.............11,53%
10- Dor crônica nas costas
....................9,85%
...................9,17%
...............8,52%


Fonte: Exame.com
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