Introdução

Risco e Percepção de Riscos: Identificar para Proteger
Quando falamos de Segurança e Saúde no Trabalho, compreender o que é risco e como ele é percebido é o primeiro passo para construir ambientes verdadeiramente seguros. Muitas vezes, o perigo está presente, mas não é reconhecido e é justamente essa lacuna que pode levar a acidentes graves.

Neste artigo, vamos esclarecer os conceitos fundamentais de perigo, risco e percepção de riscos, além de mostrar como a identificação e a análise cuidadosa permitem transformar situações de perigo em condições controladas e seguras. Porque todo risco que pode ser reconhecido, também pode ser gerenciado e reduzido.

Risco e Percepção de Riscos

Um conceito que devemos ter em mente é que todo o risco é passível de identificação; e tudo o que é “reconhecido e identificado” pode ser “analisado e controlado”.

Conceitos importantes:


PERIGO
Fonte ou situação com potencial para provocar danos em termos de lesão, doença, dano à propriedade, dano ao meio ambiente do local de trabalho, ou uma combinação destes.

RISCO
Combinação da probabilidade de ocorrência e da(s) consequência(s) de um determinado evento perigoso. 

Risco = Frequência X Consequência

O risco envolvido em uma atividade pode ser entendido como a probabilidade de um perigo tornar-se um acidente e a provável consequência deste acidente.

Exemplo: Vamos analisar qual o risco relacionado a atividade de substituição de telhas de um telhado com 4m de altura.

O perigo desta atividade é: Queda por diferença de nível

A provável consequência deste acidente (queda) é: Morte (devido à altura)

Desta forma o risco desta atividade é: “Queda por diferença de nível gerando a morte do colaborador.”

Dentro do mesmo exemplo, vamos supor que a troca de telhas ocorra sem qualquer tipo de controle, apenas sobe-se no telhado e realiza-se a troca da telha. Neste caso o risco é inaceitável, pois a consequência é a morte e as chances do acidente ocorrer são grandes, já que não possuímos controle algum.

Para diminuirmos o risco devemos ou diminuir as consequências ou a probabilidade dele se tornar um acidente.

Como não conseguimos diminuir as consequências de uma queda a 4 metros de altura e a telha necessita ser substituída devemos trabalhar na redução da probabilidade da queda.

Para que esta atividade possa ser realizada incluímos algumas salvaguardas importantes (instalação de linhas de vida e uso de cinto de segurança tipo pára-quedista, uso de capacete com jugular, uso de pranchão para a movimentação sobre o telhado, ferramentas amarradas, treinamento dos colaboradores quanto aos riscos e os cuidados necessários, etc) desta forma diminuímos o risco e chegamos a um risco aceitável.


PERCEPÇÃO DE RISCOS

É o ato de tomar contato com um perigo por meio dos sentidos (audição, tato, visão, olfato, gosto), interpretar essa informação e então decidir o que fazer!

Um exemplo clássico disto são os sinais de trânsito: Sabemos que no sinal vermelho a passagem pelo cruzamento é proibida, ao receber este sinal devemos tomar a decisão de parar ou não.
 



  

O que você vê na imagem abaixo?





No dia a dia as situações não são tão claras quanto gostaríamos, dependemos de muitas variáveis e dificilmente conseguimos identificar todos os riscos em uma simples olhada.

Este é o momento de usarmos nossa percepção de riscos e parar, avaliar e analisar as possibilidades, definir a forma mais segura e daí sim realizar a atividade.

Abaixo segue um teste de percepção bastante interessante, na verdade é uma campanha sobre os riscos de atropelamento de ciclistas.





Segue os principais inimigos da percepção de riscos:









 

Conclusão 

A Segurança Começa Pelos Olhos e Pela Consciência!
Compreender a diferença entre perigo e risco, saber calcular a gravidade de cada situação e, principalmente, desenvolver uma percepção aguçada dos perigos ao redor são habilidades essenciais para a prevenção de acidentes.

O primeiro passo para controlar qualquer risco é reconhecê-lo. E a melhor forma de fazê-lo é cultivando a atenção plena, o questionamento constante e o hábito de avaliar antes de agir. 

Quando cada colaborador aprende a enxergar os riscos, a proteção deixa de ser apenas uma exigência da norma e passa a ser uma atitude natural, que protege vidas todos os dias.

Invista no conhecimento, treine a percepção e faça da segurança um hábito compartilhado. Afinal, o olhar atento de um pode salvar a vida de muitos.

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